quarta-feira, 2 de junho de 2010

NÚMERO DE RELIGIOSOS CRESCE NO EXÉRCITO DE ISRAEL

Em setembro de 2009 o Numinosum publicou uma matéria da BBC Brasil que alertava sobre as mudanças ocorridas no exército de Israel. A matéria dizia que os rabinos estavam se tornando cada vez mais influentes nas forças armadas daquele país.

O Estado de São Paulo, em 02-06-2010, publicou uma nova matéria sobre o assunto que vale a pena ser lida. Transcrevo abaixo trecho dessa matéria, escrita por Gilles Lapouge. As palavras em negrito foram destacadas pelo Numinosum:
O Exército israelense mudou muito depois de seus tempos gloriosos. Foi uma mudança lenta, mas implacável, do seu recrutamento. O alto-comando sofreu uma enorme transformação; hoje está nas mãos dos religiosos. E o jornal israelense Haaretz forneceu dados impressionantes sobre essa tomada de poder pelos religiosos.
Em 1990, 2% dos oficiais militares eram religiosos. Hoje, eles representam 30%. Esse afluxo é sentido sobretudo no alto escalão: na brigada Golani, seis dos sete coronéis são religiosos. Na brigada Kfir, especializada em operações antiterroristas na Cisjordânia, sete tenentes-coronéis usam a quipá, emblema dos mais religiosos.
Há 20 anos, os oficiais do Exército vinham da esquerda (trabalhista) e dos kibutzim e eram principalmente ashkenazis (palavra que designa os judeus da Alemanha e do norte da Europa). Hoje, essas funções são ocupadas mais pelos sefarditas, originários não de Tel-Aviv, como outrora, mas de regiões pobres e meios conservadores, muitos vindos de colônias ultranacionalistas. E o Haaretz explica que, nessas colônias selvagens instaladas ilegalmente, os militares fornecem uma ajuda tácita aos colonos extremistas que residem ali.