sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

OS ISRAELITAS, O EGITO E OS SHASU DE EDOM

O The Bible and Interpretation disponibilizou gratuitamente trecho do livro: “A History of Biblical Israel: The Fate of the Tribes and Kingdoms from Merenptah to Bar Kochba (Equinox Publishing, 2016)”. No capítulo I (De Merneptah a Ramsés VI), ele diz o seguinte sobre a origem dos israelitas:
Os israelitas trazidos para o Egito como prisioneiros de Merenptah, em 1208 a.C. ou um pouco antes, entraram em contato com shasu de Edom [ver: Papiro Anastasi VI, ANET 258] e assim conheceram o deus YHWH. Despojados após o fracasso do golpe de Beya (ou Bay, vizir egípcio de origem asiática), os sobreviventes se estabeleceram no norte da Faixa Central, onde o controle egípcio estava em declínio (1150-1130 a.C.). Lá, eles articularam a lembrança de sua salvação como registrada em Êxodo 18,1: YHWH tinha tirado Israel do Egito.
Por Ernst Axel Knauf e Philippe Guillaume, ambos professores de Antigo Testamento na Universidade de Berna.

Disponível aqui.



Jones F. Mendonça

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

JERUSALÉM NO PERÍODO DO MACABEUS


O período que se seguiu à Revolta dos Macabeus (168-164 a.C.) deu impulso a uma notável expansão da cidade de Jerusalém e do Monte do Templo. Caso você tenha interesse na Jerusalém deste período, não deixe de ler o artigo “Jerusalem after the Maccabean Revolt”, escrita pelo professor Lawren H. Schiffman e publicada na Ami Magazine (texto em PDF, download gratuito).



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MACABEUS: CONSERVADORES x TRADICIONALISTAS

Em artigo publicado hoje no Haaretz de Israel (edição premium, só para assinantes ou cadastrados), Shemi Chalev explica o conflito entre judeus rurais conservadores e judeus helenistas urbanos que desencadeou a revolta dos macabeus. Segue trecho: 
A revolta [dos macabeus] não começou na batalha contra os selêucidas, mas como uma insurgência interna, realizada por judeus rurais conservadores e tradicionalistas do campo contra helenistas judeus urbanos em Jerusalém e outras cidades, que procuravam chegar a um acordo com os selêucidas. Eles queriam incorporar conceitos helênicos de estética e ciência no judaísmo tradicional para que pudesse lidar melhor com o mundo moderno.

Jones F. Mendonça

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

50 FIGURAS BÍBLICAS CITADAS EM ARTEFATOS ARQUEOLÓGICOS

A Biblical Archaeology Review disponibilizou gratuitamente matéria publicada em 2014 citando 50 personalidades bíblicas mencionadas em inscrições antigas. O artigo menciona o período, a região em que viveu, o texto bíblico e o artefato arqueológico que cita a personalidade bíblica.

Do Egito aparece Shishak (=Shoshenq I), faraó egípcio que governou entre 945-924, citado em 1Rs 11,40; 14,25. O registro de sua campanha militar na Palestina aparece no templo de Amon em Karnak.

Do reino do Norte de Israel o texto cita Omri, que governou em Samaria de 884-873, citado em 1Rs 16,16. Seu nome aparece em inscrições assírias e na Estela moabita.

De Judá, citado em três inscrições, surge Davi, mais famoso rei israelita (1010-970). Seu nome aparece na estela de Tel Dan, na estela moabita e numa inscrição egípcia que menciona uma região do Neguev conhecida como “as alturas de Davi”.

O artigo também cita personalidades assírias, babilônicas, persas, moabitas e arameias.



Jones F. Mendonça

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O IRÃ E O SEXO

No Irã as relações homossexuais são passíveis de castigo físico ou execução. De acordo com levantamento feito por grupos gays, 120 pessoas foram executadas desde 1979 sob pretextos variados.

Curioso é que esse mesmo Irã é o segundo país do mundo com maior número de cirurgias de mudança de sexo. A explicação: transexuais são vistos como heterossexuais vítimas de uma doença curável pela cirurgia.

Quem consegue provar às autoridades ter nascido no “corpo errado”, mediante certificado médico e psicológico, ganha permissão para trocar de sexo. A prática começou em 1984, quando o Aiatolá Khomeini emitiu decreto tornando o procedimento lícito.

Ao ser questionado por um estudante em 2007 sobre o fato de a homossexualidade ser passível de pena de morte pela lei iraniana, Ahmadinejad respondeu: “No Irã não temos homossexuais. [...] Não sei quem lhe contou que temos” (a fala de Ahmadinejad e uma abordagem mais ampla do assunto pode ser lida em "Os iranianos, de Samy Adghirni).



Jones F. Mendonça

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

AS MIL FACES DE MELQUISEDEQUE

Melquisedeque (="meu rei é justo" ou "Deus da justiça" ou "meu rei é Tzedeq") é uma das figuras mais enigmáticas da Bíblia. Não é preciso ser especialista para perceber que a narrativa foi inserida entre os versos 17 e 21 de Gênesis 14 (Abraão e o rei de Sodoma). Note que o verso 17: “o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro...”, continua no verso 21: “E o rei de Sodoma disse a Abraão...”.

Neste artigo, publicado no The Torah e escrito pelo Rabi Joshua Garroway, a figura de Melquisedeque é investigada na perspectiva da crítica literária, nos Salmos, no cristianismo primitivo (Hebreus), no judaísmo rabínico (Talmude) e em Qumran.



Jones F. Mendonça