Em
Jeremias 25,9, o profeta diz que Judá e Jerusalém serão objetos de escárnio e
ruínas “perpétuas” (do hebraico, "olam"). Mas sabemos que a cidade de
Jerusalém foi reconstruída! Em 25,12 a Babilônia recebe o mesmo destino: o
texto diz que a cidade dos caldeus (Babilônia) se converterá em desolação
“eterna” (olam). A explicação é simples: a tradução de “olam” por
"eternamente", é equivocada.
"Olam", quando não precedido de preposição, indica que algo tem duração longa ou está
distante no tempo, tanto para o futuro como para o passado. Um exemplo: Em
Malaquias 3,4 é dito que a oferta de Jerusalém e Judá serão como nos dias
“olam”, ou seja, como nos dias "distantes” ou "antigos" (como em
Is 64,4).
Talvez
você esteja se perguntando a respeito de Eclesiastes 3,11: “Deus colocou a
eternidade (olam) no coração do homem...”. A Bíblia de Jerusalém traduz
corretamente: “colocou no coração do homem o conjunto de tempo”. Da mesma forma
a Bíblia TEB: “o sentido do tempo”. Olam, expressa duração – passado ou futuro
– nunca eternidade.
Jones
F. Mendonça
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