terça-feira, 2 de julho de 2013

PERPÉTUO DEVIR

Ponta de lança, escudo feroz, cheiro de guerra no ar.
Dentes risonhos, taças de vinho, tempo de paz no reino de luz.
Mar bravio, velas sem rumo, Netuno que agita o abismo sem fim.
Espelho d’água, lago sereno, dorso da noite sob o luar.

Flechas que mancham.
Salpicos da vide.
Reino de nobres, guerreiros, servos, bufões, donzelas de delicada tez,
todos a rir e a chorar ante o inexorável e difuso fluxo do devir.


Jones F. Mendonça