quarta-feira, 7 de julho de 2010

LAODICÉIA E SUAS ÁGUAS MORNAS

São muito comuns sermões baseados em Ap 3,15-16. O texto faz parte de uma carta destinada à cidade de Laodicéia, condenada por sua “fé morna”:
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!  Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
A interpretação popular que se faz do texto é a seguinte: “É melhor ser um cristão frio do que morno”. Nunca concordei com essa interpretação. Há alguns anos, “incucado” com o texto, resolvi buscar uma interpretação mais plausível. Um comentário bíblico (não me lembro qual) explicava que Laodicéia não possuía águas termais, quentes e úteis para o banho (como sua vizinha Hierápolis) ou água fria, útil para beber (como Colossos), mas uma água morna e salobra. Estaria aí a explicação para a metáfora empregada pelo autor do livro do Apocalipse.   A interpretação do texto serial algo como: é melhor ser quente ou frio (ou seja, útil) do que ser morno (ou seja, inútil).  Mas seria essa informação confiável?

Leon Mauldin publicou em seu Blog fotos de tubulações de Laodicéia entupidas pelos detritos contidos na água. Ele diz que a cidade era rica, mas possuía uma água morna e suja. Abaixo você vê tubulações de Laodicéia obstruídas por causa da péssima qualidade da água. As fotos são de Leon Mauldin:


Você pode conferir muitas outras fotos aqui.