sexta-feira, 27 de julho de 2012

YOSEF GARFINKEL FAZ NOVO ATAQUE AO MINIMALISMO BÍBLICO

Num artigo muito didático publicado neste mês no The Bible and Interpretaion, Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, dispara inúmeras críticas ao minimalismo bíblico, sobretudo sobre a tendência que esse grupo possui de sustentar paradigmas que, em sua opinião, já caíram por terra.  Atualmente o principal ponto de divergência entre minimalistas e maximalistas gira em torno da  possibilidade de existência de uma monarquia israelita unida no século X. Garfinkel faz escavações Khirbet Qeiyafa e afirma, baseando-se em testes de carbono feitos em caroços de azeitona desenterrados na região, que o sítio remonta ao final do século XI e início do século X. Para Garfinkel está claro:  o relato bíblico apresentando Davi como fundador de uma dinastia é perfeitamente plausível. Israel Finkelstein, da Universidade de Tev Aviv, insiste: "Davi não passou de um líder tribal". 

Minha opinião: há desonestidade dos dois lados. 

Na semana passada chegou minha encomenda do documentário francês "A Bíblia e seu tempo, um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento", baseado no polêmico livro "E a Bíblia não tinha razão" (infelizmente o livro ganhou este título no Brasil),  escrito por Finkelstein em conjunto com o historiador Neil Silberman.  Você pode até não concordar com alguns pontos defendidos pelo arqueólogo de Tel Aviv, mas se o Antigo Testamento é um assunto do seu interesse, não deixe de assisti-lo. Infelizmente o documentário sem sido visto por ateus e cristãos de maneira equivocada. Os primeiros querem usá-lo como munição para sua defesa do ateísmo. Cristãos vêem o trabalho como uma tentativa de destruir sua fé. A arqueologia jamais poderá dizer qualquer coisa sobre Deus. No entanto, poderá dizer muito sobre a interpretação do texto sagrado de judeus e cristãos. 

Bem, quem quiser ler o artigo de Garfinkel, está aqui.