terça-feira, 17 de julho de 2012

A VELHA HISTÓRIA DO BEM CONTRA O MAL


Que Sadan Russein era um ditador sanquinário não restam dúvidas. Que Muamar Khadaf oprimia os líbios só um louco é capaz de negar. Que Bashar al-Assad não é flor que se cheire qualquer cidadão sírio sabe. Mas daí a querer me convencer que os EUA, Israel e alguns países europeus buscam aprovar uma intervenção na Síria por estarem preocupados com o bem estar do povo é afrontar minha inteligência.

Hoje (17/07/12) os jornais israelenses (de direita) Arutz Sheva e J Post publicaram matérias dizendo que há “informações não confirmadas” de que Bashar al-Assad utilizou armas químicas em Homs e que estaria preparado para “erradicar todo o povo sírio”. Armas químicas, destruição maciça da população... isso te lembra alguma coisa? 

Ontem, ao abrir a versão eletrônica do J Post, me deparei com o comercial do livro “East Wind” (vento oriental), uma ficção de Jack Winnick sobre um atentado terrorista em Los Angeles. Os heróis da aventura são uma agente do FBI, Lara, e um agente do Mossad, Uri.  Na capa, ao fundo, um árabe com fisionomia ameaçadora. O título, escrito com letras estilizadas à moda árabe, é uma clara referência aos povos do Oriente Médio. A capa do livro me fez lembrar uma campanha promovida pelo mesmo J Post no ano passado contra a visita do líder iraniano aos EUA. O rosto ameaçador de Ahmadinejad aparecia em destaque entre duas explosões nucleares. O mais curioso é que a imagem da explosão que aparece na campanha retrata o efeito de artefatos nucleares lançados pelos EUA no passado. Irônico, não?


Jones F. Mendonça