segunda-feira, 23 de julho de 2012

NOTÍCIAS DO ORIENTE: A GUERRA MIDIÁTICA CONTRA A SÍRIA


Imagem: Dukechargista

Na semana passada surgiu o boato de que Assad estaria planejando empregar armas químicas com o propósito de exterminar o povo sírio. É óbvio que não acreditei nessa história. Não porque Assad seja “bom”, mas porque tal atitude não teria nenhum propósito. Notícias como essa fazem parte de uma guerra de informações patrocinadas por serviços secretos como a CIA, o Mossad e o M16. Os boatos são os mais diversos: A esposa de Assad teria fugido para a Rússia, seus generais estariam desertando, Damasco estaria cercada, etc.

Hoje os jornais de Israel noticiaram que Assad confessou possuir armas químicas, mas que somente seriam usadas contra forças externas, caso se sentisse ameaçado por uma intervenção militar patrocinada pelo ocidente. Uma informação como essa é muito mais crível. O governo de Israel rapidamente convocou os militares para que preparassem um plano de ação militar contra a Síria. O motivo: com a queda de Assad as armas químicas poderiam cair nas mãos do grupo terrorista Hezbollah (grupo paramilitar islâmico situado no Líbano, país vizinho da Síria) e ser disparadas contra Israel por mísseis Scud.

Há poucos minutos tomei conhecimento, pela rede de notícias russa RT (Russia Today), que serviços de inteligência ocidentais estão preparando um plano para assumir o controle da TV estatal síria com a ajuda de países árabes pró-ocidente. Uma ação como essa intensificaria ainda mais a guerra midiática que já vem sendo feita. Alguém dirá: mas quem garante que as informações dadas pela rede de notícias russa são mais verdadeiras que as notícias veiculadas pela mídia ocidental. Minha resposta: porque fazem mais sentido. Só.


Jones F. Mendonça