terça-feira, 23 de agosto de 2011

UMA MURALHA, MUITAS CONTROVÉRSIAS

Hershel Shanks
No início de 2010 foi amplamente divulgado pela imprensa a descoberta de uma muralha em Jerusalém atribuída ao palácio do rei Davi (mas a descoberta é de 2005). A arqueóloga responsável pela descoberta é israelense Eilat Mazar, neta de Benjamin Mazar, outro famoso arqueólogo. Ambos são conhecidos por escavarem com uma pá numa mão e a Bíblia na outra. O método é muito criticado por arqueólogos como Israel Finkelstein. Para ele a muralha deve ser datada para um período mais recente, talvez o período  da dinastia de Omri, no século IX. A teoria de Mazar ganhou peso após a descoberta de uma cidade judaica no vale de Elah, a trinta quilômetros de Jerusalém por Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica. A cidade foi datada para século X, época do reinado de Davi. Não menos importante foi a descoberta de Thomas Levy, da Universidade da Califórnia. Ele encontrou uma mina de cobre em Khirbat en Nahas, na Jordânia e o sítio também foi datado para o século X. Mas engana-se quem pensa que a questão está perto do fim. A datação desses dois sítios também tem sido questionada. 

Hershel Shanks, editor da Biblical Archaeology Review, escreveu sobre o assunto na Bar Magazine (set/out/2011). Se você é um daqueles que não acredita facilmente em machetes de jornais ou em Blogs evangélicos sensacionalistas, não deixe de dar uma lida. 

Leia aqui (em português traduzido pelo Google).
Leia aqui (em inglês). 


Jones F. Mendonça