segunda-feira, 9 de maio de 2011

NUMINOSUM: DOIS ANOS DE EXISTÊNCIA

Em maio de 2009, incentivado pelo meu professor Luis Carlos (que mantinha um excelente Blog teológico, hoje desativado), resolvi criar o Numinosum. Na época eu era aluno do curso de teologia e limitei-me a publicar os trabalhos que eu produzia em cumprimento às exigências do curso. Com o tempo, observando Blogs estrangeiros, dei um novo formado ao Numinosum, priorizando postagens mais curtas e objetivas. Outra medida foi inserir links nas palavras (como na Wikipedia) levando o leitor a outras postagens do Numinosum ou a sites que tratam do mesmo assunto. Quando o site é estrangeiro, insiro um link direcionando para uma página já traduzida pelo Google. Penso que assim contribuo de alguma forma para a democratização do conhecimento.

O Numinosum me é útil em vários aspectos. Ele funciona como um grande arquivo pessoal, como veículo de diálogo (alunos, amigos e desconhecidos), como passatempo e como estímulo para que eu me mantenha atualizado a respeito dos rumos que a reflexão teológica tem tomado. Apesar de ter como foco a teologia, arisco-me também a falar sobre arte, filosofia,  política (particularmente sobre o conflito árabe-israelense) e outros assuntos do meu interesse.

Minha opinião a respeito dos mais diversos temas já mudou muito desde a criação do Numinosum. Tive que tomar uma difícil decisão: excluir os posts mais antigos (e apagar da minha memória virtual o passado indesejável) ou deixá-los como estão (e correr o risco de ser acusado de incoerente).  Confesso que apaguei alguns. Outros permanecem como estão apesar de não corresponderem à minha forma atual de pensar.

O Numinosum é um Blog em contínua metamorfose. Estou muito mais para Heráclito que para Platão. Mais para Nietzsche que para G. K. Chesterton. E para celebrar os dois anos de vida em constante metamorfose, nada melhor que um pouco de arte. Como dizia Nietzsche: “A verdade é feia. Temos a arte para não perecermos de verdade” (Vontade de Potência, 822).

Ah, as imagens do vídeo são do genial artista gráfico M. C. Escher (1898-1972). A metamorfose é um dos seus temas preferidos.