sábado, 17 de setembro de 2011

GRUPO TERRORISTA JUDAICO SE PREPARA PARA O 20 DE SETEMBRO

Desde que a ONU declarou que tropas israelenses excederam-se na força empregada para impedir que uma embarcação turca rompesse o bloqueio imposto por Israel e chegasse a Gaza em 2010 o clima na Palestina tem se tornado cada vez mais tenso. No incidente morreram nove cidadãos turcos. A relação com o Egito, país vizinho, também não é das melhores. Num confronto entre tropas de Israel e um grupo de terroristas, soldados e policiais egípcios acabaram mortos sob fogo israelense na fronteira entre os dois países. Indignado, um grupo de manifestantes invadiu a embaixada de Israel no Egito e o embaixador israelense teve que abandoná-la. Os Estados Unidos exigiram que o Egito tomasse medidas para proteger a família do embaixador.

Com a expectativa do reconhecimento do estado Palestino pela ONU na próxima semana, tropas israelenses tem se preparado para manifestações violentas vindas dos países árabes. Grupos radicais como o Hamas, por exemplo, insistem ser o terrorismo a única maneira de forçar Israel a reconhecer o seu direito à terra. Pior, ele não reconhece o Estado de Israel, dificultando a convivência pacífica entre os dois povos caso o reconhecimento de um Estado palestino se concretize.

Preocupados com o aumento da tensão dos últimos dias, colonos que vivem em assentamentos judaicos tem se armado contra possíveis ataques. Grupos radicais paramilitares como a “Liga de Defesa Judaica”, classificada como terrorista por países como os EUA e Israel, prometem aumentar ainda mais a tensão. De acordo com o Haaretz (16-09-11) a filial francesa da Liga de Defesa Judaica tem recrutado pessoas para a missão de defender os assentamentos judaicos na Cisjordânia. O grupo, criado em 1968 nos Estados Unidos, foi fundado pelo rabino Meir Kahane, preso em 1980 após planejar destruir a Cúpula da Rocha (Mesquita construída sobre as ruínas do Templo judaico) com um míssel de longo alcance.

Todos esses acontecimentos nos mostram que o conflito na Palestina não pode ser encarado como uma luta entre o bem e o mal como geralmente tem sido encarado pela mídia religiosa e até mesmo secular. Interesses políticos, econômicos e religiosos se misturam afastando cada vez mais a possibilidade de uma solução que atenda as aspirações de ambos os lados.  


Jones F. Mendonça