quarta-feira, 29 de novembro de 2017

DOS DELÍRIOS NOTURNOS

O lamento de Jó, aqui, lembra a dor de um trabalhador assalariado que passa horas no transporte coletivo e é explorado por seus patrões: 
Jó 7,1 Não está o homem condenado a trabalhos forçados aqui na terra?
Não são seus dias os de um mercenário?
 Jó 7,2 Como o escravo suspira pela sombra,
como o mercenário espera o salário,
 Jó 7,3 assim tive por herança meses de decepção,
e couberam-me noites de pesar.
 Jó 7,4 Quando me deito, penso: “Quando virá o dia?”
Ao me levantar: “Quando chegará a noite?”
E pensamentos loucos invadem-me até ao crepúsculo.



Jones F. Mendonça