quarta-feira, 30 de agosto de 2017

RESSENTIMENTO E VIOLÊNCIA

O problema do fundamentalismo islâmico não é exatamente o Corão. Cristãos e judeus também souberam (e sabem) justificar a violência a partir de suas escrituras sagradas. Um lê: “ama o teu próximo”; o outro lê: “não vim trazer a paz, mas a espada”. Um é Luther King; o outro é Inquisição. E não importa aqui como devem ser lidos, mas como leem.

É preciso buscar na história as raízes do radicalismo islâmico que choca o mundo. Em três etapas: 1) O Império Turco Otomano sucumbe após a Primeira Grande Guerra; 2) O “Mundo muçulmano” desmorona e é explorado pelas grandes potências Ocidentais; 3) Indivíduos ressentidos, incapazes de reagir com dignidade, com inteligência, com decência, usam a religião como fundamento para sua guerra santa.

Enfim, no fundo o problema do fundamentalismo violento é o mesmo: o ressentimento. O verme que corrói a alma de membros da Ku Klux Klan é o mesmo que mastiga as vísceras de um membro do ISIS. São fracos fingindo que são fortes. Covardes sob o manto da valentia.



Jones F. Mendonça