quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

LUTERO E OS CAMPONESES II

Vez por outra encontro alguém se esforçando em defender Lutero contra a acusação de que escreveu palavras duras demais contra os camponeses revoltosos. Relendo, "A Refoma", de Will Durant, me deparei com esta citação:
Um rebelde não é digno de receber resposta com argumentos, pois não os aceita. A resposta para uma boca assim é um soco no nariz para sangrar. Os camponeses não querem ouvir... seus ouvidos tem de ser abertos à bala, até que as cabeças lhe saltem dos ombros. Discípulos assim, precisam de varinhas assim. Aquele que não quer ouvir a Palavra de Deus quando é dita com bondade tem de ouvir o carrasco quando chegar com o machado... Não quero ouvir nem saber nada de misericórdia e sim dar atenção à vontade de Deus em Sua Palavra... Saul não pecou ao demonstrar misericórdia para com Amalec quando deixou de executar a ira de Deus que lhe fora ordenada?  (DURANT, Will. A Reforma, p. 330). 
É verdade que Lutero era um sujeito impulsivo, "sangue quente"; que os camponeses estavam passando dos limites, mas cá entre nós, não dá para defender o reformador alemão!