quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E A QUEIMA DE LIVROS

Por Jones Mendonça

Não é nenhuma novidade que cristãos são perseguidos em países muçulmanos. Bíblias e igrejas são queimadas e pessoas são presas ou até mesmo mortas por causa da fé que professam. Mas a intolerância religiosa não é coisa exclusiva dos muçulmanos como muitos gostam de enfatizar.

Em 20 de maio de 2008  judeus ortodoxos queimaram o Novo Testamento e panfletos evangelísticos em Or Yehuda, no centro de Jerusalém. O episódio foi noticiado pelo jornal israelense Haaretz. O vice-prefeito da cidade (acreditem!) participou do evento.

Em 05 de maio de 1933, seguindo orientação de um memorando despachado por Joseph Goebbels, responsável pela propaganda nazista, os estudantes da Universidade de Colônia foram à Biblioteca e queimaram todos os livros de autores judeus.  

Recentemente o Pastor protestante Terry Jones, da Dove World Outreach Center, declarou que vai queimar o Alcorão no dia 11 de setembro. Sua atitude pode desencadear uma série de ataques contra cristãos em países islâmicos.

O que dizer diante disso tudo?

Expresso minha indignação citando a célebre frase do poeta alemão de origem judaica, Heinrich Heine:
“Onde livros são queimados, seres humanos também o serão”.
Sobre a destruição de livros ao longo da história, vale ler:

BÁEZ, Fernando; SCHLAFMAN. História universal da destruição de livros: das tábuas sumérias à guerra do Iraque. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.

CANFORA, Luciano. Livro e liberdade. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

Imagem: Desertpeace