quinta-feira, 16 de julho de 2015

TERRA DE ZARATUSTRA: PARA ALÉM DO BEM E DO MAL

Nos últimos anos diversas nações de cultura islâmica entraram em colapso: A Síria é um campo de tripas, cinzas e ferro retorcido. A Líbia, um deserto caótico. O Sudão e o Iêmen estão em convulsão. O Iraque, como país, praticamente não existe mais. Mas o Irã resiste apesar das duras sanções econômicas por conta de seu programa nuclear.  O povo iraniano é instruído, inteligente, criativo e orgulhoso de sua história.  No exterior identificam-se como persas com o peito estufado.

Apesar das dificuldades o Irã mantém um braço no Líbano (o Hezbollah), na Síria (é aliado de Assad), no Iraque (forças iranianas atuam no território contra o ISIS) e no Iêmen (os xiitas houthis). Perguntam-me se Israel e a os sauditas devem temer os iranianos. Minha resposta: claro que devem. Mas não me parece justo atacar o país ou manter as sanções apenas porque é possível que no futuro  revele-se hostil aos vizinhos.

O que Israel e a Arábia Saudita temem não é um ataque nuclear iraniano, caso consigam desenvolver um artefato atômico. O que temem é a perda da hegemonia do Oriente Médio.



Jones F. Mendonça