segunda-feira, 11 de agosto de 2014

HOMO SAPIENS, HOMO DEMENS

Arte: James Jean
O Estado Islâmico, grupo terrorista surgido durante a ocupação americana na Iraque, talvez seja uma das mais radicais formas de fundamentalismo religioso já surgida. As imagens e relatos que chegam até nós são assustadoras. Eles decapitam soldados sírios, crucificam cristãos, escravizam mulheres, enterram vivo o povo yazidi do norte do Iraque e fuzilam sem piedade xiitas, ramificação do islã que mais odeiam. Trata-se de um verdadeiro exército terrorista. Seu plano: fundar um califado (governo teocrático islâmico) numa região que abarca os territórios do Iraque e da Síria.

Mas é um erro pensar que o fundamentalismo é coisa exclusiva do islamismo ou até mesmo da religião. Na Idade Média religiosos torturavam hereges, “bruxas” e outros inimigos da Igreja sob a bandeira do cristianismo. A Alemanha de Hitler perseguia judeus, negros, idosos e doentes mentais com um apelo nacionalista, incutindo na mente do povo a idéia de uma suposta superioridade racial do povo alemão. Aqueles que supõem que o homem moderno alcançou elevado nível de civilidade parecem estar enganados. Estará o homem - filho da “diáspora pré-histórica” - condenado a oscilar ad eternum entre a sapiência e a demência?



Jones F. Mendonça