Continuação
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Ouvi as palavras do rei meu Senhor e meu Sol, e eis que protejo Megido, cidade do rei meu Senhor dia e noite: de noite eu protejo os campos com os carros, de noite protejo as muralhas do rei meu Senhor. Mas eis que é forte a hostilidade dos inimigos (habiru) no lugar (LA 88, de Megido).
Tudo o que sai da boca do rei meu Senhor, eu observo isso dia e noite (LA 12, de Ascalon).
Um
último ponto destacado por Liverani quanto às relações entre os reis cananeus e
o Faraó é a indiferença deste último frente aos pedidos de ajuda dos reis locais
para combater seus inimigos. Os reis cananeus estavam habituados a um sistema
de relações políticas baseado na reciprocidade, que não tinha correspondência
na ideologia egípcia. Liverani apresenta mais textos produzidos por reis
cananeus:
Vê: Turbasu foi morto na porta de Sile, e o rei ficou calado/inerte! (LA 41, de Jerusalém).
Saiba o rei meu Senhor que se salvou Biblos, serva do rei, mas é muito forte a hostilidade dos inimigos (Habiru) cntra mim. Não fique calado/inerte o meu Senhor em relação a Sumura, que não passe tudo da parte dos inimigos (habiru)! (LA 132, de Biblos).
Por
fim, Liverani conclui: “o único interesse do faraó estava em manter sob
controle o sistema, pois sabia muito bem que o eventual usurpador de um trono
local haveria de lhe ser tão fiel quanto o rei expulso e que, portanto, não
valia a pena ser defendido”. Para os reis cananeus Faraó era um “deus distante”,
de incerta confiança.
Continua aqui.
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