terça-feira, 7 de abril de 2015

SOBRE BESTAS E CABELO DE MULHER

Leio Vegécio, escritor romano do século IV, autor de “Compêndio da arte militar”. No livro IV, capítulo II desta obra, Vegécio dá orientações a respeito da importância do nervo de boi numa guerra, usado em arcos de bestas. A questão que ele discute é: “e quando não há nervos disponíveis?” A solução apresentada pelo escritor latino é um tanto quanto inusitada: 
Os nervos podem ser substituídos por crinas de cavalos e mesmo pelos cabelos das mulheres, como prova a experiência romana.
Vegécio cita como exemplo o cerco ao Capitólio. Nessa ocasião, diante da falta de nervos, as damas da cidade teriam cortado seus cabelos e doado a seus maridos combatentes, que puderam consertar suas armas de guerra. Com tal artifício, o inimigo teria recuado.  Vegécio conclui (dito com minhas palavras): “é melhor ser uma careca livre ao lado do marido, que uma escrava bela no leito do inimigo”.



Jones F. Mendonça