sábado, 8 de setembro de 2012

UM POEMA PARA SOFIA


Minha graça miúda está quieta, incólume, envolta num manto amor.
Então surgem, como águias que furtam um cordeiro na relva,
garras alvas que sem dó, a conduzem a um mundo povoado de vultos [sombrios.
Fios de aço rompem seu último laço com o antigo lar.
Mãos fortes a atingem de súbito, seu peito se agita.
Um odor inebriante invade o seu ser.
O grito da vida, os sorrisos, as lágrimas.
É Sofia que acaba de nascer.



Jones F. Mendonça