quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O SANGUE DA INOCÊNCIA E O SANGUE DA CULPA

Imagem: Mihai Ignat/Romênia
 04 de novembro de 2010
Por Jones Mendonça

Um dos dogmas fundamentais da fé cristã é a de que Jesus, por amor, verteu o seu sangue pelos pecadores.  Nos três primeiros séculos, durante perseguições ocasionais aos cristãos, sob o aval de imperadores romanos como Nero e Domiciano, muitos seguidores do Cristo foram martirizados por causa de suas crenças religiosas.

Com a conversão do imperador Constantino, em 312, e mais tarde com o Edito de Teodósio, em 380, a situação se inverteu. O cristianismo se tornou a religião oficial do império. Lamentavelmente e ironicamente, desta vez seriam os cristãos os algozes, que em nome da fé, perseguiriam e matariam com requintes de crueldade todos aqueles que se opusessem aos seus dogmas religiosos. Por toda a Idade Média, muito sangue “pagão” foi derramado em nome de um homem que só pregava a paz, a justiça e a fraternidade. Com o surgimento do protestantismo a situação não mudou. Disputas religiosas violentas eclodiram na Alemanha, na França, na Escócia, nos Estados Unidos e em tantos outros lugares. Por um longo período a história do cristianismo foi escrita com sangue.

Essa é uma história que começa com o sangue da inocência, se desenvolve com o sangue da culpa e termina... bem, o fim da história só depende de nós.