1. Em Is 7,2 Acaz, rei de Judá, revela-se aflito diante da ameaça de Rason (rei dos sírios, em Damasco) e Faceia (rei de Israel). O texto diz que seu coração estava agitado “como se agitam as árvores impelidas pelo vento” (v. 2). O episódio é conhecido como aliança siro-efraimita.
2. Na sequência, Isaías é enviado por Yahweh para acalmá-lo (vv. 3-4), e sugere que Acaz peça um sinal divino (v. 11). Ocorre que o rei se recusa a pedir o sinal. A razão alegada: “quereis fatigar a meu Deus?”. Isaías, irritado, diz o seguinte:
Pois sabei que o Yahweh mesmo vos dará um sinal:Eis que a jovem ficará grávidae dará à luz um filhoe por-lhe-á o nome de Emanuel ( = Deus está conosco).
3. Em 7,16 há uma informação importante a respeito desse menino. O texto diz que antes mesmo que ele se torne adulto, os dois reis temidos por Acaz serão derrotados. Em 8,3 somos informados que o menino é filho de Isaías e que seu nascimento anuncia profeticamente a derrota dos inimigos.
4. De fato, a Assíria conquista não apenas Damasco e Samaria, mas toda a região do Levante. Judá não foi destruída, mas pagou tributo à Assíria (2Rs 18,14-16). No Novo Testamento, Mateus (1,23) ressignifica essa profecia e a aplica a Jesus, o “Immanu-el” (עמנו אל), reafirmando que “Deus [continua] conosco”. Para Mateus, Jesus é o cumprimento pleno da profecia.
5. Ressignificar textos e tradições antigas sempre fez parte da cultura religiosa dos hebreus. Caso você tenha interesse em aprender mais sobre o papel dos profetas no contexto histórico no qual estavam inseridos, matricule-se no curso "Monarquia e Profetas" do Seminário Teológico Batista Carioca.
6. Você pode assistir às aulas online (ao vivo), ou gravadas. Procure nossa secretária: 21 96536-9181 (Viviane).
Jones F. Mendonça
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