sábado, 25 de outubro de 2014

PROFECIA E POESIA

Ele poderia ter dito: 
“Babilônia, tu vai se arrebentá. Mardita cidade dos infernos!”.

Mas ele disse: 
“Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão sem trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a mimosa nem a delicada. Toma a mó, e mói a farinha; remove o teu véu, suspende a cauda da tua vestidura, descobre as pernas e passa os rios. A tua nudez será descoberta, e ver-se-á o teu opróbrio”.

Preferiu dizer com elegância, com belas metáforas, com poesia. Que falta fazem os profetas às igrejas.



Jones F. Mendonça