quarta-feira, 8 de março de 2017

DAS DATAS SOLENES

Entenda: o Dia Internacional da Mulher não é “dia da mulher”, algo como: “Pô, parabéns por você ter nascido mulher”, mas “o dia da luta da mulher”. Assim como o Dia da Lembrança do Holocausto não é o "dia do holocausto", mas o dia reservado à reflexão sobre os horrores do nazismo. O propósito é o mesmo no Dia da Consciência Negra, data tão agredida pela zombaria barata.

As datas festivas, dizia Harvey Cox, são fios invisíveis eficazes na tarefa de resgatar do passado lembranças que merecem ser revividas. Comemorar é, nesse sentido, reviver. Reviver o nascimento. Reviver o casamento. Reviver até mesmo o luto e a tragédia. Reviver emoções que por alguma razão suplicam das profundezas por um lugar no mundo das coisas concretas.



Jones F. Mendonça