quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O LIVRE EXAME E A IGREJA DO CUSPE DE CRISTO

Embora o termo “livre exame das Escrituras”, não apareça nos escritos de Lutero, a ideia é defendida em sua “Carta à nobreza alemã”, de 1520. Nela, o monge agostiniano declara que os “doutores de Roma”, “o Papa e seus comparsas”, não são os únicos capazes de interpretar as Escrituras:
Devemos [...] julgar com coragem tudo o que eles [os papas] fazem ou deixam de fazer, conforme nossa compreensão crente da Escritura, e obrigá-los a seguir a compreensão melhor, e não sua própria.
Menos de cinco meses após a publicação da carta Lutero foi excomungado pelo papa, através da bula Decet Romanum Pontificem  (janeiro de 1521).

Em minha opinião o livre exame é o melhor de Lutero. Mas ele tem um efeito colateral inevitável: qualquer um poderia discordar de Lutero e criar sua própria igreja. Até mesmo uma que se chama “A igreja do cuspe de Cristo”.

Nesse sentido, desejar o livre exame e ao mesmo tempo promover o policiamento denominacional não faz qualquer sentido.



Jones F. Mendonça