quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O ORIENTE MÉDIO E OS BASTIDORES DA DIPLOMACIA

De acordo com diversos analistas os EUA tem se afastado gradativamente dos problemas do Oriente Médio. Supõem que o motivo seja sua auto-suficiência em petróleo. O Irã está cada vez mais perto de conseguir um artefato nuclear e o país de Obama mostra-se tímido nas negociações. Israel e Arábia Saudita fazem alarde. Caso consiga produzir uma artefato nuclear os dois países serão alvos em potencial.

Pessoalmente duvido muito que o Irã tenha a intenção de atacar qualquer país vizinho, mesmo sendo liderado por radicais xiitas. O que o país persa quer é construir uma blindagem contra ações militares estrangeiras em seu território e conquistar a hegemonia na região. Mesmo que obtenha sucesso não terá ainda mísseis capazes de atingir países como os EUA, mas os vizinhos que se cuidem.

Em Israel já se fala no fim da parceria EUA/Israel (leia este artigo publicado no Haaretz, 05/12/13). Lembro que um dos principais aliados dos EUA no Oriente Médio já foi – acreditem - o Irã. Depois da revolução islâmica, em 79, a aliança se desfez e Israel foi se fortalecendo cada vez mais como parceiro político. Estaria Israel temendo perder privilégios para os iranianos?

Guga Chacra, do Estadão, duvida que a aliança EUA/Israel esteja no fim (leia aqui). Ele chega a especular um alarde exagerado do primeiro ministro israelense a fim de facilitar o acordo entre Obama e Rouhani. Os protestos inflamados de Natanyahu seriam pura encenação planejada em coordenação com Washington, visando pressionar a ala mais radical do Irã a dar carta branca para Rouhani nas negociações. Será?

Certo mesmo é que o cenário no Oriente Médio dá sinais de mudança. O futuro, no entanto, continua incerto. Você tem um palpite?


Jones F. Mendonça