quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A INTROVERSÃO SEGUNDO CARL JUNG


Gosto muito da psicologia de profundidade de Carl Jung (particularmente no que tange ao fenômeno religioso), por isso comprei um léxico de conceitos junguianos. Como sou um típico introvertido, fui consultar como ele define a introversão.  Fiquei impressionado:
O introvertido não vem ao encontro do objeto; ao contrário, está constantemente em via de fugir dele. Está fechado para o acontecimento externo, não participa e tem uma profunda indisposição social, tão logo se encontre junto a um grande número de pessoas. Em meio a multidões, sente-se só e perdido. Quanto mais invadido se sente, tanto maior sua resistência contrária [...]. O que ele faz, faz ao seu modo, desligando-se consideravelmente de influências externas. [...] é, via de regra, muito sensível e se envolve em uma cerca de arame farpado tão densa e impenetrável, que ele mesmo faria qualquer coisa para não estar por trás dela. [...] A imagem do seu mundo carece de tons de rosa, pois ele é crítico e encontra em toda a sopa um cabelo. [...] Só aquilo que se torna próprio a partir de muitas e muitas razões subjetivas é, por fim aceito (GW 6, § 1046).
Na minha opinião, a pior característica com a qual o introvertido tem que lidar é esta: “se envolve em uma cerca de arame farpado tão densa e impenetrável, que ele mesmo faria qualquer coisa para não estar por trás dela”. A precisão de Jung me assombra.