A
pressa revogou o cuidado,
a ânsia aboliu o juízo,
o afã digeriu a razão.
Ímpeto sem freio,
alçapão do abismo.
Jones F. Mendonça
Construíram, então, em Jerusalém, uma praça de esportes, segundo o costume das nações. [Os judeus, querendo ocultar suas circuncisões] restabeleceram seus prepúcios [puxando-os sobre a glade?] e renegaram a aliança sagrada [e então] Matatias inflamou-se de zelo e seus rins estremeceram.
| Página 23r |
41. Quase toda a “Ética de Aristóteles” é a pior inimiga da graça. Contra os escolásticos.
43. É um erro dizer que, sem Aristóteles, ninguém se torna teólogo. Contra a opinião geral.
47. Nenhuma fórmula silogística subsiste em questões divinas. Contra o cardeal Pedro d’Ailly.
49. Se uma fórmula silogística subsistisse em questões divinas, o artigo sobre a Trindade seria conhecido, em vez de ser crido.
![]() |
| Hortus deliciarum |
A perspectiva do Dtr [historiador deuteronomista: Js-Rs] é clara: o culto israelita deve ser centralizado. Desse modo, ele usa Jeroboão como uma ferramenta literária para construir uma imagem modelo para julgar os reis do norte. Como rivais ao trono de Davi, os reis do norte quase sempre são julgados negativamente: os reis maus são como Jeroboão. O padrão pelo qual eles são medidos tem pouco a ver com o seu comportamento mais abrangente como reis. O Dtr está preocupado com as suas ações a favor e contra o culto centralizado e a fidelidade ao pacto deuteronomista [culto a Javé e fidelidade à Lei]. Apesar do delito de outros reis – o esvaziamento do tesouro do templo (Jeoás, 2 Rs 12,18), a guerra contra o outro reino (Asa, 1 Rs 15,16), e até mesmo a idolatria (Omri, 1 Rs 16, 25-26) - para o Dtr Jeroboão permanece como figura do mal por excelência.
Bem aventurados são os miseráveis, os famintos, os que
choram, os rejeitados, diz o sermão do Monte em Lc 6,20-22. Por outro lado, malditos
são os ricos, os saciados, os que se deleitam no riso festivo, os que recebem
as mais pomposas honrarias. Como entender o sermão do monte lucano? | Jacob Steinhardt, 1962 |
Na sequência do seu trabalho de
2006, “Berossus e Genesis” e “Manetho e Êxodo”, Russell E. Gmirkin retoma a sua
teoria de que o Pentateuco foi escrito por volta de 270 a.C. usando fontes
gregas encontrados na Grande Biblioteca de Alexandria. Neste livro fala-se de beijos, de seios, de faces, de pernas...
não devemos pensar baixamente das Escrituras. [...] de fato, a letra cobre o espírito assim como a palha cobre o trigo. Cabe ao jumento alimentar-se da palha e ao homem alimentar-se do trigo (Richard of Santi-Victor, Sacred Writtings on Contemplation, p. 27).
Se os homens vissem o que está debaixo da pele, a imagem das mulheres lhes daria náuseas [...]. Quando nem mesmo suportamos tocar um escarro ou um excremento com a ponta dos dedos, como poderíamos abraçar esse saco de bosta?
![]() |
| Clique para ampliar |
Bendito seja Deus! Porque ele me havia punido, e de novo se compadeceu de mim, e agora vejo meu filho Tobias! (11,14b-15).
![]() |
| Desenho de Emmanuel Rouge feito a partir de um mural no templo mortuário de Ramsés III |
Os setentrionais em suas ilhas estavam em dificuldade e se moveram em massa, todos ao mesmo tempo. Ninguém resistiu perante eles [...]. A força deles era constituída de filisteus, de Zeker, de Shekelesh, de Danuna e de Weshesh, países que se uniram para pôr a mão no Egito, até o último confim. Os ânimos deles eram de confiança, cheios de projetos (BREASTED, J. H. Ancients records of Egypt, IV 64 = ANET, p. 262).
![]() |
| Mapa: Bible History Daily |
não menos que duzentos e quarenta mil pessoas atravessaram o deserto em direção à Síria. Temendo os assírios, que dominaram a Ásia naquele tempo, eles construíram uma cidade no país que agora chamamos Judeia. Era grande o suficiente para conter este grande número de homens e foi chamado de Jerusalém.
A imagem, reprodução
de uma placa datada para o terceiro milênio a.C. mostra a serpente Musmahhu sendo
derrotada por Ninurta (que parece ter inspirado a figura bíblica de Nimrod). Na
mitologia babilônica o monstro reaparece. Tiamat, divindade associada ao
oceano, dá a luz a onze criaturas, dentre elas o monstro serpente de sete
cabeças. Tratados como mulheres, estragam tanto sua alma como seu corpo, não trazendo neles uma única centelha de caráter másculo [...] mas têm os cabelos da cabeça ostentosamente encaracolados e adornados, assim como o rosto lambuzado de rouge, e pintado, e [...] passam lápis sob os olhos e têm a pele ungida com perfumes [devotando-se] à tarefa de transformar seu caráter masculino num caráter efeminado [...]. E algumas dessas pessoas levaram tão longe a admiração desses prazeres delicados da juventude que desejaram trocar por inteiro sua condição pela de mulheres, tendo se castrado e passado a usar vestidos vermelhos (Leis Especiais, III. 7.37-42).
O país dos sodomitas era um distrito da terra de Canaã, que os sírios mais tarde chamavam de Palestina, um país cheio de inúmeras iniquidades [...]. E os homens [...] não somente enlouqueceram em busca de mulheres [...] como também houve os que tinham luxúria por outros homens, fazendo coisas impróprias sem considerar nem respeitar sua natureza comum [...], assim, pouco a pouco, os homens se acostumaram a ser tratados como mulheres [e] por causa da efeminação e da delicadeza, se tornaram como as mulheres em suas pessoas, [...] corrompendo desse modo toda a raça do homem (Sobre Abraão 26. 133-36).
Um estudioso judeu
medieval comentando a Qiddushin - tratado judaico do segundo século que lida
com questões ligadas ao casamento – reflete a respeito da seguinte pergunta: “o que as
mulheres querem?”. Num fragmento o judeu anônimo dispara: “não há nada que a
satisfaça mais do que ouvi-la” (Fragmento TS Ar.18). Não foi certeiro?