Coelhinhos [da
páscoa?] celebrando uma missa na margem (marginália) de um manuscrito do século XIV. Dê uma boa expiada no manuscrito visitando esta página da British Library.
Jones F. Mendonça
No Purim a pessoa é obrigada a beber (vinho) a ponto de não mais ser capaz de distinguir entre “Maldito seja Hamã” e “abençoado seja Mordecai” (Talmud, Meguilá 7b).
A maioria dos colecionadores particulares mantém os detalhes de suas compras em sigilo. A prática existe em parte para proteger os vendedores que podem ter razões pessoais para esconder suas identidades, como a dificuldade financeira. Mas isso também protege o vendedor inescrupuloso.
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“Vaidade das
vaidades, tudo é vaidade”, diz Qohelet (ou “o pregador”, em Ecl 1,2). Vaidade
aí é hevel = sopro, fumaça, névoa, como em Jó 7,16: “minha vida é um sopro (hevel), ou como em Zc 10,2 “os adivinhos oferecem consolações vãs (hevel)”.
“O Kindle não
reconhece caracteres hebraicos”, é o que eu ouvia aqui e ali. Fiz algumas
buscas no Google e encontrei esta versão gratuita da Bíblia hebraica com sinais massoréticos e um
índice pra lá de interativo.
Para quem acredita
nessa história de que o termo “Palestina” é invenção do imperador romano
Adriano, em 135 d.C., vale consultar Heródoto: Esta parte da Síria, com toda a região que se estende até as fronteiras do Egito, chama-se Palestina (Histórias, VII, 89).
“Abraão, agora removido de Gerar da Palestina, levando Sara junto com ele...” (Antiguidades,I, 12).
Construíram [alguns judeus helenistas], então, em Jerusalém, uma praça de esportes, segundo os costumes das nações, restabeleceram seus prepúcios e renegaram a aliança sagrada.
A infibulação, contrariamente à castração, era muito comum na Grécia. Puxava-se o prepúcio sobre a extremidade do pénis e era amarrado com uma corda. Qual a finalidade? Evitar que, nos exercícios de ginástica e congêneres, aparecesse a glande. Tal tipo de infibulação só podia ser ocasional e não permanente.
A Igreja, portanto, deve entender o evangelismo aos judeus, que acreditam no único Deus, de uma maneira diferente daquela direcionada àqueles que pertencem a outras religiões ou que tenham outras filosofias de vida.
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| Massacre de Wounted Knee |
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Leio neste dia chuvoso: “O império Otomano: das origens ao
século XX”, de Donald Quataert. Lá na posição 340 (leio no Kindle), ele explica
que o sistema político dos otomanos, classificado por ele como “multiétnico e
multirreligioso” exigia [...] a proteção dos súditos no exercício de sua religião, fosse ela o islamismo, o judaísmo ou o cristianismo, de qualquer vertente – sunita ou xiita, ortodoxa ou católica grega, armênia ou síria. Este requisito baseava-se no princípio islâmico da tolerância (grifo nosso) com os "povos do livro", isto é, os judeus e os cristãos.
Na verdade, é melhor que os homens sejam levados a adorar a Deus através do ensino que por medo da punição ou da dor. Mas [...] muitos só são alcançados quando compelidos inicialmente pelo medo ou pela dor, para depois serem influenciados pelo ensino (Carta 185,6,21).
“Quanto a ti, deves bater-lhe com a vara, para salvar-lhe a vida do inferno”[1].
(Na vulgata: tu virga percuties eum et animam eius de inferno liberabis)