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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NOTAS SOBRE GAZA [QUADRINHOS]

Se o holocausto dos judeus fosse visto como um crime contra a humanidade e não contra um grupo específico, as atrocidades que foram cometidas pelos nazistas não se repetiriam tão facilmente. A imagem do judeu como vítima ficou tão marcada na consciência dos povos que a mídia internacional hesita em publicar crimes de guerra cometidos pelo Estado judeu. 

O cartunista maltês naturalizado americano Joe Sacco, pioneiro em jornalismo em quadrinhos, resolveu mudar esse quadro investigando a fundo o massacre de civis por tropas israelenses, num episódio ficou conhecido (ou desconhecido) como o "massacre de Khan Yunus". Suas impressões sobre o conflito podem ser lidas em português no seu trabalho "Notas sobre Gaza" (Quadrinhos na Cia., 420 págs., R$55,00). 

Quando é acusado de apresentar apenas um dos lados do conflito Sacco se defende: "a visão do governo israelense já está bem representada pela grande mídia norte-americana, e é calorosamente defendida por quase todo político eleito para altos cargos nos Estados Unidos". 

Enfim, todo mundo sabe que cerca de seis milhões de judeus foram mortos nas mãos dos nazistas, mas poucos sabem como são tratados os palestinos da faixa de Gaza e da Cisjordânia. "Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado" já dizia George Orwell, em 1984...


Jones F. Mendonça

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ALAN POE: HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS

Estou cá mexendo nos meus livros e acabo me deparando com "Alan Poe: histórias extraordinárias". É uma edição de 78. A capa é preta com gravura prateada. Na contracapa aparece um cemitério. O livro tem a assinatura do meu irmão mais velho: agosto de 84. Acho que foi um presente da minha tia Lúcia. Eu era um adolescente. Uma das histórias que mais gosto é "A queda da casa de Usher". Segue um trecho:
Durante um dia inteiro de outono, escuro, sombrio, silencioso, em as que nuvens pairavam, baixas e opressivas, nos céus, passava eu, a cavalo, sozinho, por uma região singularmente monótona - e, quando, as sombras da noite se estendiam, finalmente me encontrei diante da melancólica casa de Usher. 
O vem a seguir é uma descrição tão detalhada da mansão que é possível vê-la, senti-la, diante de nós. Um livro para se ler de novo, e de novo, e de novo.

domingo, 1 de maio de 2011

AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA - LIVRO

 GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

Desde a colonização a América Latina vem sendo explorada economicamente e dominada politicamente, inicialmente pelos europeus e depois pelos Estados Unidos. Toda essa história é contada pelo jornalista uruguaio Eduardo Galeano no livro “As veias abertas da América Latina”. No posfácio de uma edição publicada sete anos após o lançamento do livro surge esta triste história:
Carolina Maria de Jesus nasceu no meio da sujeira e dos urubus. Cresceu, sofreu, trabalhou duro; amou homens, teve filhos. Num livrinho, anotava com letra ruim suas tarefas e seus dias.
Um jornalista leu esses livros por acaso e Carolina Maria de Jesus converteu-se numa escritora famosa. Seu livro Quarto de Despejo, diário de cinco anos de vida num sórdido subúrbio da cidade de São Paulo, foi lido em quarenta países e traduzido para treze idiomas.
Cinderela do Brasil, produto do consumo mundial, Carolina Maria de Jesus saiu da favela, correu mundo, foi entrevistada e fotografada, premiada pelos críticos, agasalhada pelos cavalheiros e recebida por presidentes.

Passaram-se os anos. No início de 1977, numa madrugada de domingo, Carolina Maria de Jesus morreu em meio ao lixo e aos urubus. Ninguém lembrava da mulher que escrevera: “A fome é a dinamite do corpo humano”.
Carolina saiu do lixo. Colocaram-lhe um rótulo, virou produto, conheceu o luxo. Desgastada pelo consumo voltou ao lixo. Na sociedade do consumo é assim, as pessoas viram produto. Rompe-se o encanto, e tudo volta a ser como era antes. 

terça-feira, 8 de março de 2011

ENFIM, ACHEI O LIVRO!

Depois de muita procura finalmente achei um livro que investiga a hermenêutica a partir de Schleiermacher. E o mais surpreendente: é possível entender o que o autor diz! Isso pode parecer estranho, mas a maioria dos livros limita-se a fazer citações das obras dos principais pensadores. Tive um problema parecido quando escolhi "a moral cristã em Nietzsche" como tema de minha monografia. É um momento de extrema felicidade. 


Para dar uma espiada no conteúdo do livro, clique aqui:

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E-BOOKS GRATUITOS SOBRE ANTIGAS CIVILIZAÇÕES

O projeto Gutemberg e o Internet Archive disponibilizaram gratuitamente duas grandes obras que certamente despertarão o interesse que quem gosta de estudar as antigas civilizações do Fértil Crescente. Revendo antigos e-books baixados há alguns anos me dei conta que seria interessante compartilhar com os leitores as duas obras abaixo:

MASPERO, G.  History of Egypt, Chaldea, Syria, Babylonia, and Assyria - Volume I, II and III. Translated by M. L. McClure. London: the Grolier Society Publishers.


 

Download no Projeto Gutemberg (HTML)

Download no Internet Archive (PDF)

 

RAWLINSON George. The seven great monarchies of the ancient eastern world; or, the history, geography, and antiquities of Chaldaea, Assyria Babylon, Media, Persia, Parthia, and Sassanian, or new Persian empire – Vol. I – IX. New York: J. W. Lovell Company, 1880.


Download no Projeto Gutemberg (HTML)

Download no Internet Archive (PDF)


A vantagem em baixar no formato HTML é que você pode traduzir toda a obra com a ajuda do Chrome (navegador do Google). 

Veja algumas ilustrações do livro de Rawlinson neste antigo post do Numinosum (ago/2009).


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LIVROS DE TEOLOGIA PARA DOWNLOAD GRATUITO

Visitando o Observatório Bíblico tomei conhecimento de uma informação valiosa. A Society of Biblical Literature (Sociedade de Literatura Bíblica, SBL), mediante à Iniciativa de Cooperação Internacional (ICI), fornece gratuitamente livros no formato PDF online para estudantes que vivem em países com renda per capita substancialmente inferiores à média dos EUA e União Europeia. O link direcionando para o arquivo só aparece caso você esteja num desses países. O Brasil é um deles. Para ver a lista completa de países, clique aqui. Clicando aqui você escolhe o livro pelos temas.  

Traduzi o título de alguns livros disponíveis que mais despertaram minha atenção. Dê uma olhada:

Landes, M. George, construindo seu vocabulário hebraico bíblico: aprendendo palavras por freqüência e Cognato. Recursos para o Estudo Bíblico 41. Atlanta, Sociedade de Literatura Bíblica, 2001. (232 páginas, 679 KB).

Kaltner, John e Steven L. McKenzie, eds. Além de Babel: Um Manual para o hebraico bíblico e linguagens relacionadas. Recursos para o Estudo Bíblico 42. Atlanta, Sociedade de Literatura Bíblica 2002. (256 páginas, 961 KB).

Walker-Jones, Arthur, em hebraico para Interpretação Bíblica, Recursos para o Estudo Bíblico 48. Atlanta, Sociedade de Literatura Bíblica, 2003. (294 páginas, 27,7 MB).

Baixe os livros acima aqui.

Schmidt, B. Brian, ed. A Busca pelo Israel histórico: Debatendo a Arqueologia e História do Israel precoce. Arqueologia e Estudos Bíblicos 17. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007. (232 páginas, 5,1 MB).

Baixe o livro acima aqui. 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

TEÓLOGO AMERICANO TRADUZ PARA O INGLÊS HISTÓRIA DE MELCHIOR, GASPAR E BALTAZAR.


Melchior, Gaspar e Baltazar em um mosaico do século VI, na Basílica de Santo Apolinário Novo, Ravenna, Itália.

O teólogo Brent Landau,  Th.D. pela Universidade de Harvard Divinity School e  especialista em antigos idiomas bíblicos, traduziu pela primeira vez para o inglês a antiga versão da história cristã que cita o nome dos Três magos que visitaram Jesus por ocasião do seu nascimento: Melchior, Gaspar e Baltazar.  


O manuscrito, datado para o século VIII, se arrastou durante séculos na biblioteca do Vaticano, até que foi finalmente traduzido para o inglês.
O título original do livro é “Revelation of the magi: the lost wise men’s journey to Bethlehen” (Apocalipse dos Magos: o conto perdido da viagem dos sábios de Belém).  

Brent Landau recebeu seu Th.D. da Universidade de Harvard Divinity School e é um especialista em antigos idiomas bíblicos. Atualmente, leciona no Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Oklahoma, e vive com sua esposa em Norman, em Oklahoma.

O lançamento do livro nas proximidades do Natal me parece uma grande jogada de marketing. Mais informações aqui.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DEZ MINUTOS COM DOMINIC CROSSAN (entrevista)

O ex-padre católico romano Dominic Crossan, um dos maiores estudiosos do Jesus histórico, concedeu uma entrevista a Ron  Csillag, da Christian Century. Crossan é co-fundador do Seminário Jesus ao lado de Robert Funk. O foco da entrevista é o conteúdo do seu último livro,  “The greatest prayer" (A grande oração), sobre a oração do “Pai Nosso”. 

Quando perguntado se a o termo “Pai” para se referir a Deus não é um tanto quanto sexista, Crossan responde:
Quando eles dizem 'Pai', eu pergunto o que isso significava no mundo mediterrâneo, e [eu digo que] significa "chefe de família". Aceito o termo tradicional de 'Pai', mas eu não aceito os pressupostos patriarcais. Eu digo “Pai” (mas) interpreto "chefe de família". O ponto mais importante é quando você entende o que esta metáfora representa. 
Vou aproveitar o "gancho" e dar minha opinião sobre esse ponto destacado por Crossan. Percebo que os cristãos em geral tem problemas com as metáforas religiosas. No universo protestante o literalismo tem causado inúmeros problemas. Acredito que duas frases atribuídas a Lutero e cristalizadas no pensamento protestante são a causa disso:
Scriptura Sacra sui ipsius interpres” (A Escritura Sagrada é o seu próprio intérprete).
“Tradere scripturam simplici sensus, denn literalis sensus, der thuts, da ift leben,  khafft, lehr und kunft inen” (Transmitir a Escritura pelo sentido simples, porque o sentido literal, esse faz as coisas, lhe dá vida, consolo, força, ensino e saber).
É verdade que muitas passagens bíblicas podem ser explicadas a partir de outros textos da própria Bíblia. Também é verdade que o sentido literal se mostrou muito mais coerente que os devaneios da exegese alegórica da patrística e da era medieval. Mas levar esses dois ditos de Lutero ao extremo está longe de uma atitude sensata.


Dizer que a mensagem da Bíblia precisa ser atualizada não é o mesmo que negar sua inspiração.  Efatá!

A entrevista completa pode ser lida aqui.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

FRASES CLÁSSICAS SOBRE DEUS: TILLICH, BUBER, JUNG E SARAMAGO

Filósofo e teólogo cristão, Paul Tillich foi um dos pensadores cristãos  mais influentes do século XX. Por suas posições anti-nazistas teve que migrar para os Estados Unidos em 1933. Sua frase sobre Deus é um tanto filosófica:
“Deus é o fundo do ser [...] toda a afirmação concreta sobre Deus deve ser simbólica, pois uma afirmação concreta é aquela que usa um segmento da experiência finita para dizer algo sobre Deus”[1].
[1] TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Leopoldo: Sinodal, 2005, pp.245, 246.
Judeu de origem austríaca, o filósofo, escritor e pedagogo Martin Buber fez uma interessante crítica ao uso leviano do nome de Deus:
“Deus é a mais incômoda de todas as palavras humanas. Nenhuma foi tão banalizada, tão mutilada [...]. As gerações dos homens rasgaram a palavra com seus partidarismos religiosos; por ela mataram e foram mortos; ela traz as marcas dos dedos e do sangue de todos [...]. Os homens desenham caricaturas e escrevem embaixo: ‘Deus’; assassinam-se uns aos outros e exclamam: ‘em nome de Deus’” [2].
[2] BUBER, Martin. El eclipse de Dios, Nueva Visión, Buenos Aires, 1970, pp. 13-14 apud GONZÁLEZ, Luiz; SANTABÁRBARA, Carvajal. Notícias de Deus pai! São Paulo: Loyola, 1999, p.11.
Uma declaração surpreendente foi feita por Carl Jung em 1961, pouco antes de morrer a John Freeman, da BBC de Londres. Quando perguntado se acreditava em Deus, disse o seguinte:
“Não preciso acreditar, eu sei”[3].
[3] BRYANT,  Christopher. Jung e o cristianismo. São Paulo: Loyola, 1996, p.11.
Na minha opinião a frase mais bela é a do escritor português José Saramago. Lembro que o Nobel de literatura se declarava ateu:
“Dios es el silencio del Universo, y el ser humano el grito que da sentido a ese silencio”[4].
Deus é o silêncio do Universo, e o ser humano o grito que dá sentido a esse silêncio”[4].
[4] ORTIZ-OSÉS, Andrés; LANCEROS, Patxi. Diccionario de la existência: assuntos relevantes de la vida humana. Barcelona: Anthropos Editorial; México: Centro Regional de Investigaciones Multidisciplinarias. UNAM,  2006, p.172.
Filósofos, místicos, apologistas e ateus, todos tem uma opinião sobre Deus. E você, o que diria sobre Ele?

Imagem: Capa do polêmico livro de Saramago: “O Evangelho segundo Jesus Cristo”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

LIVRO: O FILHO DO HAMAS

YOUSEF, Mosad Hassan. O filho do Hamas. Rio de Janeiro: Sextante, 2010, 288 p.

Filho do xeque palestino Hassan Yousef, um dos sete fundadores do Hamas, Mosab Hassan Yousef é o autor do livro “Filho do Hamas” (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras no mês passado.

Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, Yousef foi levado à prisão em Megiddo, Israel. Ele começou a questionar os ideais do Hamas após presenciar a tortura imposta por seus líderes àqueles que eram vistos como suspeitos de dar informações aos israelenses.

Diante do desgosto provocado pelo que viu na prisão, Yousef se tornou espião do Shin Bet (grupo de inteligência israelense) e se converteu ao cristianismo. Desde então passou a ser visto como traidor pelos muçulmanos.

Não há como negar que o tema do livro é bem interessante. Não é todo o dia que vemos um fundamentalista islâmico se convertendo ao cristianismo. O fato de ter se tornado um espião israelense torna toda essa aventura ainda mais fantástica.

Apesar de todo o encanto que a história pode despertar, há algumas coisas que me deixaram decepcionado.

Veja por exemplo o que disse Yousef numa conversa que teve por telefone com o repórter Duda Teixeira, da Revista Veja, de Nova York.
Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia? Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas [...] Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O deus da Bíblia é o do amor”.
Declarações desse tipo certamente só vão despertar mais ódio contra os cristãos. Também não concordo que o Corão está creio de ódio, de ignorância e de erros. Esses adjetivos devem ser direcionados para os fanáticos do islã e não para o seu livro sagrado, que é deturpado e acordo com os interesses escusos de uma minoria de sádicos. Gosto que respeitem minha religião. Gosto de respeitar a dos outros.

Numa outra entrevista, concedida ao vice-editor administrativo do Christianity Today, Timothy C. Morgan há outra declaração que não me agradou. A tradução é do Numinosum:
Os cristãos têm um papel importante no movimento em direção à paz no Oriente Médio? O problema palestino é muito maior do que não ter um Estado. Um Estado palestino não vai resolver o problema palestino. Precisamos mostrar a importância do nosso papel como cristãos”.
Fica parecendo que a conversão dos palestinos irá resolver todos os problemas de um povo oprimido pelos radicais islâmicos, pelo Irã, pelos Estados Unidos e por Israel. Soluções simplistas e inocentes só servem para perpetuar a opressão imposta a pessoas que só querem uma terra para cultivar, um teto para dormir, e uma nação para amar.

Nosso papel  como cristãos deve ser o de denunciar a injustiça, tanto a dos radicais islâmicos, como a de Israel. As maiores vítimas dessa história são os que vivem em campos de refugiados, amargando como os embargos, com os homens bombas e com a demagogia políticas dos líderes mundiais.

Efatá!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

FORÇA PARA AMAR, UM LIVRO DE MARTIN LUTHER KING

KING, Martin Luther. La fuerza de amar. Madrid, Acción Cultural Cristiana, 1999.

Tive uma grata surpresa esta semana ao me deparar com uma obra, até então desconhecida por mim, escrita pelo pastor batista Martin Luther King. O título da obra é “Força para amar” (Strength to love). Consegui uma edição em espanhol publicada pela Acción Cultural Cristiana. Sobre o uso da violência, Luther King escreve:
“Estou convencido de que, se sucumbir à tentação de usar a violência em nossa luta por liberdade, as gerações futuras serão projetadas para suportar uma longa noite e desolado amargura, e nosso principal legado será a implantação de um reino de caos sem fim. Uma voz, que soa na passagem do tempo, disse ao Pedro impaciente. "Põe a tua espada na bainha". A história está cheia de nações arruinadas que não conseguiram seguir o mandamento de Cristo”.
Infelizmente há pouco material em português sobre este homem cujo legado ficará para sempre na memória da humanidade.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

JESUS NA LITERATURA JUDAICA – LIVRO

LAPIDE, Pinchas. O filho de José? Jesus no judaísmo. São Paulo: Loyola, 1993.

Escrito pelo judeu Pinchas Lapide, O filho de José? Jesus no judaísmo faz uma minuciosa pesquisa sobre os pontos de vista a respeito da figura de Jesus dentro judaísmo. O autor é professor da Universidade Bar-Ilan e do American College de Jerusalém.

Na primeira parte da obra Lapide elabora uma pesquisa de 187 publicações (livros, poemas, peças teatrais, monografias, artigos) que versam sobre Jesus e foram lançadas nos 27 anos que se seguem à fundação do Estado de Israel. Num segundo momento ele examina dez recentes manuais de história utilizados nas escolas em Israel. Por fim, são apresentadas as visões a respeito de Jesus na literatura rabínica ao longo de quase vinte séculos.

É um livro que vale a pena ser lido. Principalmente pela quantidade de documentos citados e pela oportunidade de conhecer pontos de vista diferentes a respeito do homem  de Nazaré.

Para dar uma espiada no livro, clique aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

FLÁVIO JOSEFO, TRAIDOR OU HERÓI?

SEWARD, Desmond. O traidor de Jerusalém: Josefo, Massada e a queda da Judéia. Cambridge, MA: Da Capo Press, 2009.

O historiador judeu Flávio Josefo foi herói ou traidor na grande revolta contra Roma intitulada “A Guerra Judaica” (66-70 d.C.)?  

O autor de um livro lançado no ano passado argumenta que Josefo, longe de ser um traidor, fez o melhor que pôde para salvar a Judéia da catástrofe inevitável. Ele concorda com São Jerônimo, que colocou Josefo em pé de igualdade com o grande historiador romano Tito Lívio. Apesar de reconhecer que Josefo era vaidoso e sem escrúpulos, Seward o admira por sua inabalável crença no destino da sua fé e de sua nação. Para Seward não há como negar que ele foi um oportunista, no entanto ele procurou defender, à sua maneira, os melhores interesses do seu povo.

Mais informações: Biblical Archaeology  Review