quarta-feira, 21 de outubro de 2015
SOBRE ALEGORIAS E CRÍTICAS TEXTUAIS MEDIEVAIS
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
TEOLOGIA PENTECOSTAL: ENTRE A RESISTÊNCIA E A SUBMISSÃO
sábado, 1 de agosto de 2015
BAIXA CRISTOLOGIA - VÍDEO
segunda-feira, 8 de junho de 2015
II CONGRESSO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES
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terça-feira, 3 de junho de 2014
TEOLOGIAS: RETA DOUTRINA, PENTECOSTAL, NEOPENTECOSTAL
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
DEMITIZANDO BULTMANN
Sempre que leio uma crítica à teologia liberal o nome de Rudolf Bultmann aparece em destaque. Estranho. O teólogo da desmitologização (ou demitização) foi, ao lado de Karl Barth, um crítico da teologia liberal. Num ensaio de 1924 Bultmann escreveu: “O objetivo da teologia é Deus, é a acusação contra a teologia liberal é esta: ‘ela não tratou de Deus, mas do ser humano’”.sábado, 18 de fevereiro de 2012
A FESTA DOS FOLIÕES - HARVEY COX
Em 97, quase dez anos antes do meu ingresso no curso de teologia, fui presenteado com "A festa dos foliões" (Vozes, 1974), do teólogo e antropólogo americano Harvey Cox. "Pepeu", meu cunhado, trabalhava numa construtora encarregada de reformar uma igreja cuja biblioteca seria posta abaixo. O livro tinha um destino certo: o lixo. Pepeu não pensou duas vezes e o trouxe para mim juntamente com outras preciosidades. Foi uma felicidade só!Jones F. Mendonça
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
ENTREVISTA COM JÜRGEN MOLTMANN
Em cada ser humano se desenvolve um diálogo entre fé e incredulidade: “Senhor, eu creio, mas ajuda-me na minha incredulidade”, grita o pai do jovem enfermo no Evangelho de Marcos. Ninguém está satisfeito com a própria incredulidade. A esperança é mais ampla porque ligada ao amor pela vida. Esperamos enquanto respiramos e, se duvidamos e ficamos tristes, a esperança perdida nos atormenta. Onde a esperança é destroçada na vida inicia a violência e a morte.
sábado, 27 de novembro de 2010
BÁSICO DE TEOLOGIA COM PREÇO POPULAR
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O NOBRE, O BURGUÊS E O PLEBEU: REFLEXÕES SOBRE A REFORMA PROTESTANTE
O cenário político na época da reforma dividia-se basicamente em três partes:
“Para Münzer, o reinado de Deus nada mais era que uma sociedade na qual não haveria mais nenhuma diferença de classes, nenhuma propriedade privada ou nenhum poder de Estado estrangeiro, autônomo, em oposição aos membros da sociedade”[1].
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
INCULTURAÇÃO DA FÉ E SINCRETISMO RELIGIOSO
- Sincretismo: um termo complexo
- Sincretismo ou inculturação
- Fé cristã e sincretismo religioso
- Conseqüências para a pastoral
segunda-feira, 21 de junho de 2010
FRASES CLÁSSICAS SOBRE DEUS: TILLICH, BUBER, JUNG E SARAMAGO
“Deus é o fundo do ser [...] toda a afirmação concreta sobre Deus deve ser simbólica, pois uma afirmação concreta é aquela que usa um segmento da experiência finita para dizer algo sobre Deus”[1].
[1] TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Leopoldo: Sinodal, 2005, pp.245, 246.
“Deus é a mais incômoda de todas as palavras humanas. Nenhuma foi tão banalizada, tão mutilada [...]. As gerações dos homens rasgaram a palavra com seus partidarismos religiosos; por ela mataram e foram mortos; ela traz as marcas dos dedos e do sangue de todos [...]. Os homens desenham caricaturas e escrevem embaixo: ‘Deus’; assassinam-se uns aos outros e exclamam: ‘em nome de Deus’” [2].
[2] BUBER, Martin. El eclipse de Dios, Nueva Visión, Buenos Aires, 1970, pp. 13-14 apud GONZÁLEZ, Luiz; SANTABÁRBARA, Carvajal. Notícias de Deus pai! São Paulo: Loyola, 1999, p.11.
“Não preciso acreditar, eu sei”[3].
[3] BRYANT, Christopher. Jung e o cristianismo. São Paulo: Loyola, 1996, p.11.
“Dios es el silencio del Universo, y el ser humano el grito que da sentido a ese silencio”[4].
Deus é o silêncio do Universo, e o ser humano o grito que dá sentido a esse silêncio”[4].
[4] ORTIZ-OSÉS, Andrés; LANCEROS, Patxi. Diccionario de la existência: assuntos relevantes de la vida humana. Barcelona: Anthropos Editorial; México: Centro Regional de Investigaciones Multidisciplinarias. UNAM, 2006, p.172.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A TEOLOGIA FEMINISTA DE ELISABETH MOLTMANN-WENDEL
Segundo a maioria dos teólogos o pecado está intimamente ligado a questão do orgulho. Em Lutero é emancipação, egocentrismo, descrença e negação da fé “O amor próprio, protegido contra a moléstia do egoísmo e da perversão do narcisismo, é pressuposto de saúde humana e condição indispensável do amor ao próximo”[4].
quarta-feira, 24 de março de 2010
A TEOLOGIA MORAL DE IMMANUEL KANT
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O FILME AVATAR: PANTEÍSMO HOLLYWOODIANO?
Assisti na semana passada o tão comentado Avatar, do diretor James Cameron. Quem espera uma combinação perfeita entre efeitos especiais fantásticos e uma história criativa que fuja do óbvio, como na trilogia “Senhor dos Anéis” vai se decepcionar. Mas para os que desejam apenas se extasiar diante de belíssimas seqüências animadas por personagens computadorizados quase reais, certamente o filme será muito bem vindo.
Com um orçamento colossal, o épico de ficção científica transmite uma mensagem ecológica. O planeta Pandora, habitado pelos na’vis, esguios e enormes seres azuis, possui reservas de um mineral valioso que é desejado por um humano sem escrúpulos. Na tentativa de fazer com que seus habitantes saiam do local, a empresa desse ambicioso personagem constrói corpos artificiais semelhantes aos dos na’vis, que são controlados por humanos. Um desses humanos disfarçados se infiltra na comunidade tribal dos na’vis e acaba se apaixonando pela filha do chefe. Não é preciso dizer que depois disso ele se rebela contra a poderosa empresa e seu exército de mercenários.
Como estou sempre atendo a uma possível mensagem religiosa dos filmes (como em “O Senhor dos anéis”, “Star Wars” e “As Crônicas de Nárnia”), não pude deixar de notar alguns detalhes interessantes.
É curioso que o termo na’vi se pareça como o termo hebraico nabi=profeta (principalmente porque no hebraico o b e o v são diferenciados apenas por um pequeno ponto). Seriam os na’vis enviados de Deus para uma humanidade capitalista, incapaz de enxergar o seu próprio planeta como extensão de si mesmo? Outra particularidade em relação ao hebraico é o nome da divindade dos pandorianos – Eywa, Mãe de todos. Nas Bíblia em português o termo hebraico aváh, é traduzido por Eva (na versão inglesa o termo é parecido: Eve).
Gn 3,20 – “Chamou Adão à sua mulher Eva [חַוָּה], porque era a mãe de todos os viventes”.
Muitos sites cristãos têm criticado o filme por sua suposta mensagem panteísta, já que a divindade dos na’vis parece se confundir com o próprio planeta Pandora. Alguns sugerem apologia a wicca ou a New Age, mas não seria isso um exagero?
Para quem não sabe, o panteísmo prega que Deus e o cosmos são a mesma coisa. Assim, todos os animais, vegetais e minerais seriam facetas de uma mesma realidade: Deus é tudo e tudo é Deus. Mas será que no filme Eywa=Pandora, ou muito mais do que isso?
O cristianismo sempre enfatizou que Deus e o cosmo são coisas distintas, já que o livro do Gênesis fala de uma criação (ou ordenação) a partir da palavra de Yahweh (recentemente a criação ex nihilo foi questionada num artigo da teóloga holandesa Ellen Van Wolde). Mas vale lembrar que teólogos católicos como Teilhar de Chardin, buscaram harmonizar transcendência e imanência, utilizando o conceito krausiano panenteísmo[1], que defende que o mundo não é Deus, mas está contido em Deus. Desse modo é possível construir uma visão não tão pessimista do mundo, como geralmente ocorre no cristianismo tradicional.
Fica a pergunta: é possível conceber o universo como sendo parte de Deus? É bem verdade que a teologia joanina sempre enfatizou a destruição do mundo criado, dando origem ao que chamava de “Nova Jerusalém”. Mas a teologia paulina, ao contrário, fala da restauração de todas as coisas (pleroma).
Teísmo, panteísmo, panenteísmo... deixemos todas essas questões teológicas de lado. Que fiquem as estonteantes e hipnóticas seqüências do filme e sua bela mensagem: precisamos preservar o nosso planeta.
[1] O termo panenteísmo foi cunhado por Karl Christian Friedrich Krause, daí a expressão “krausiano”. A concepção panenteísta do mundo recebeu forte influência do neoplatonismo de Plotino (205-270 d.C.), fisólofo nascido em Licópolis, Egito.
EDWARD SCHILLEBEECKX: UMA BREVE BIOGRAFIA
Edward Schillebeeckx (1914-2009) nasceu em 1914 na Antuérpia, Bélgica. Estudou teologia em Louvain, em Le Saulshoir e na Sorbonne. Iniciou sua atividade acadêmica lecionando no Estudantado teológico dominicano de Louvain (1946-1957). Alguns anos depois foi professor na faculdade católica de Nimega, na Holanda (1958-1983).
Referências bibliográficas:
CHAPPIN, Marcel. Introdução à história da Igreja. São Paulo: Loyola, 1999.
ACKMANN, Geraldo Luiz Borges. Servir a Cristo na comunidade: o ministério presbiterial de Edward Schillebeeckx. São Paulo: Loyola, 1993.
LLEN, John L. Conclace: as políticas, as personalidades e o processo da próxima eleição papal. Tradução de Maria Beatriz Medina. Rio de Janeiro: Record, 2003.
[1] Maiores esclarecimentos a respeito deste tema podem ser obtidos na seguinte obra: RAUSHC, Thomas P. Catolicismo na aurora do terceiro milênio. São Paulo: Loyola, 2000.
[2] OR, 24-25, setembro de 1986,1 apud BRAMBILLA, Franco G. Edward Schillebeeckx, 2006, p.94
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
COMENTANDO O POLÊMICO ARTIGO DE ELLEN VAN WOLDE
O artigo de Wolde possui 28 páginas (incluindo a bibliografia) e a discussão gira em torno de novas possibilidades para a tradução do verbo hebraico bara (בָּרָא). Em Gn 1,1 esse verbo tem sido tradicionalmente interpretado como dando a idéia de uma “criação do nada (ex nihilo)”[1]. A autora faz comparações entre o capítulo 1 de Gênesis e o famoso e extremamente antigo mito sumeriano da criação. Este último relato não fala de uma criação a partir do nada, mas narra a organização do mundo em três níveis: céu, terra e mundo inferior, separados pela ação de uma das inúmeras divindades existentes. Para a autora do artigo, a Bíblia seguiria o mesmo padrão do relato mesopotâmico, mas foi interpretada de forma diferente ao longo da história do pensamento judaico cristão.God scheidde de grote zeemonsters, alle krioelende levende wezens waarvan de wateren wemelen, naar hun aard, en alle vogels die vliegen naar hun aard[2].
“Existias tu e outra coisa, um nada, de onde fez o céu e a terra, duas criaturas: a uma próxima a ti (prope te); a outra próxima a um nada (prope nihil); a uma que não tem mais superior que tu; a outra que não tem nada inferior a ela?” (Conf. XII,7).
“Idem autem est nihil quod nullum ens. Sicul igitur generado hominis est ex non ente quod est non homo” (Sum. Th. 1 q45 al).
Vitral


