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quarta-feira, 1 de abril de 2015

NOTÍCIAS DO ORIENTE


1. Acabo de ler no Haaretz que a Autoridade Palestina é um novo membro oficial do Tribunal Penal Internacional. O que isso significa? Bem, a partir de agora líderes israelenses podem enfrentar acusações de crimes de guerra em território palestino.

2. Tanto o Haaretz como o Jerusalém Post publicaram uma notícia que provavelmente vai causar certa preocupação em Israel: O Irã está fornecendo ogivas guiadas por foguetes ao Hezbollah, grupo paramilitar xiita com base no Líbano (será verdade?). Caso ocorra uma guerra entre Israel e o grupo libanês, milhares de foguetes podem despencar em Israel diariamente, fazendo muitas baixas.

3. Centenas de pessoas participaram de um “ensaio” do sacrifício de páscoa no bairro de Kiryat Moshe, em Jerusalém. Após o abate, o sangue foi derramado num altar e o cordeiro foi mostrado à multidão depois de ter sido esfolado. Seus órgãos foram colocados sobre o altar e um grande espeto foi inserido em seu corpo. O ritual é uma espécie de ensaio, na expectativa de que o governo de Israel autorize a presença de judeus no monte do Templo, atualmente proibida com o propósito de evitar tumultos. A matéria, também publicada no Haaretz, está disponível apenas para assinantes. 


Jones F. Mendonça 

quarta-feira, 25 de março de 2015

APEDREJAMENTO, INFIDELIDADE, ALEGORIA E TOQUE DE SHOFAR

Yossef, um judeu do século III a.C., desconfia que sua esposa não é virgem. Orientado por seus pais ele leva o caso aos anciãos da cidade. Ele sabe que se a acusação for tomada como falsa será açoitado, multado em cem ciclos de prata e proibido de repudiar sua mulher (Dt 22,19). Mas se a acusação for confirmada o que acontece é o seguinte: 
Se, porém, esta acusação for confirmada, não se achando na moça os sinais da virgindade, 21 levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão até que morra; porque fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai. Assim exterminarás o mal do meio de ti (Dt 22,20-21).

E pensar que muitas mulheres foram salvas do apedrejamento graças a indivíduos como Fílon de Alexandria (50 d.C.), um dos pioneiros na alegorização das Escrituras. Acontece que numa leitura alegórica “apedrejar” pode significar simplesmente “fazer um furo no coração petrificado pelo pecado com o toque do shofar”. Na exegese judaica medieval, além do sentido simples ou literal (peshat), o texto podia ter até três sentidos (remez, drash e sod). Em suma, a "interpretação criativa" é um péssimo método de interpretação, mas pelo menos pode salvar vidas.



Jones F. Mendonça

domingo, 5 de outubro de 2014

AS ORIGENS OBSCURAS DO YOM KIPPUR [NO HAARETZ]

Segue trecho do artigo publicado no Haaretz (30/09/14) a respeito do Yom Kippur:
Escrevendo logo após o Primeiro Templo, destruído pelos babilônios, Ezequiel parece ignorar o Yom Kippur. Não está na sua lista de feriados que deveriam ser observados quando o templo fosse reconstruído. Nem Zacarias parece ter qualquer noção do Yom Kippur quando instruiu os judeus que retornaram do cativeiro na orientação a respeito dos dias de jejum. 
Quando Esdras leu a Torá para os judeus que retornaram no dia primeiro de Tishrei, eles aprenderam que precisavam se preparar para a Sucot [festa das tendas], mas nada é mencionado em relação ao Yom Kippur. Assim, parece que os três textos bíblicos que mencionam o Dia da Expiação (Números 29, 7-11, Levítico 16, 1-34, e Levítico 23, 26-32) foram inseridos por sacerdotes durante o período do Segundo Templo com o propósito de validar novos ritos adicionados para purificar o templo antes do feriado mais importante do calendário judaico, a Sukkot.

Jones F. Mendonça

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DIVERSA PONDERA

Notícia 1: “O exército de Israel demoliu as casas dos palestinos suspeitos do assassinado dos três meninos israelenses”. 

Ouço uma voz: “Bem feito, é isso o que as famílias desses árabes terroristas merecem”. 

Notícia 2: “As casas dos israelenses suspeitos pela morte do menino palestino não serão derrubadas” (É que a lei só se aplica aos palestinos). 

Ouço uma voz?


Jones F. Mendonça

terça-feira, 5 de agosto de 2014

HEREM, CRUZADAS E JIHAD: CADA QUAL COM SUA GUERRA SANTA

Karl Barth na Time
Os judeus jamais foram vistos com bons olhos pelos cristãos. Foi assim nos primeiros séculos, foi assim durante a Reforma (sobretudo com Lutero), foi assim até a Segunda guerra Mundial. Karl Barth, em seu texto “A questão dos judeus e sua resposta cristã” (1949) talvez tenha sido o primeiro a romper com essa “teologia antijudaica” Mas a reflexão de Barth também marcou uma virada de mesa.

Criou-se, a partir da fundação do Estado judeu (1948) e da consequente reação hostil de países como Jordânia, Egito, Síria e Iraque, o mito de que árabes (muçulmanos) e judeus são inimigos eternos. Ora, do século VII até o século XX (com algumas interrupções), a Palestina foi submetida ao domínio muçulmano: Inicialmente árabe (a partir do século VII); depois turco (a partir do século XVI). Judeus sofreram perseguições tanto na Europa cristã como na Palestina muçulmana. A mais cruel e sangrenta veio de um país protestante: a Alemanha de Lutero dominada por Hitler.

Estamos no século XXI e ainda há quem busque em suas letras sagradas (seja muçulmano, seja judeu, seja cristão) as razões para conflitos que tem origem política e econômica. No caso particular dos cristãos há algo curioso. Até o final da Segunda Guerra Mundial: “judeus estão pagando pela crucificação de Cristo”. Depois disso: “o exército de Israel é o exército de Deus”. Pobre mente bipolar.



Jones F. Mendonça

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A TEOLOGIA DEUTERONOMISTA ONTEM E HOJE II

A comunidade ortodoxa haredi atribuiu a morte dos três meninos israelenses no mês passado aos pecados dos seus pais: “Eles causaram a morte de seus filhos, e eles devem fazer teshuvá [se arrepender] por suas ações”.


A “boa” e velha teologia deuteronomista. Há algo novo debaixo do sol?


Leia no The Jewish DailyForward.


Jones F. Mendonça

quinta-feira, 24 de julho de 2014

PARA ULTRA-ORTODOXOS JAVÉ AINDA É O SENHOR DA GUERRA (MAS NÃO DO DINHEIRO)

Shalon Cohem, líder do Shas, um partido religioso de Israel, disse que o país não precisa de um exército para protegê-los, afinal “É Deus todo-poderoso que luta por Israel”. Uri Regev, o diretor-geral da Hiddush - organização que defende a liberdade religiosa e a igualdade -, não perdeu tempo: 
Se o país não precisa de um exército, então não há dúvida de que as yeshivas (escolas religiosas) e estudantes da Torá não precisam de auxílio financeiro [...]. A partir de agora eles podem colocar a sua fé no Senhor quando se trata de pedir dinheiro para financiar os seus sistemas de ensino. Vamos ajudar os ultra-ortodoxos a fazer fervorosas orações para que o dinheiro comece a crescer em árvores.

Falou o que não devia, ouviu o que não desejava.

Leia no The Jerusalem Post (link já traduzido pelo Google):  



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 10 de julho de 2014

ROBÔ ESCRIBA

O Haaretz (10/07/14) noticiou que um robô escriba criado recentemente na Alemanha é capaz de escrever em um rolo de 80 metros em apenas três meses. Um rabino ou um sofer - um escriba judeu - leva quase um ano para fazer o mesmo trabalho. Mas o texto escrito pelo robô não pode ser usado em uma sinagoga. Quem explica o motivo da rejeição ao robô é o Rabino Reuven Yaacobov: 
Para que a Torá seja santa tem que ser escrita com uma pena de ganso em pergaminho. O processo tem que ser cheio de significado; o escriba precisa fazer orações enquanto está escrevendo.

Entrará no rol das máquinas inúteis...



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 17 de abril de 2014

RASHI E A TERRA DE ISRAEL

Rashi comentando Gn 1,1: 
Rabi Yitzhaq disse: [Deus] poderia ter começado a Torá apenas com "Este mês será para vós" (Êx 12,02), que é a primeira mitzvah (preceito) ordenado a Israel. Então, qual é a razão para que [Deus] inicie com "No princípio"? 

Ele então explica:
Por causa da [ideia expressa no verso]: "[Deus] declarou ao seu povo o poder das suas obras, a fim de lhe dar a herança das nações" (Sl 111,6). Assim, se as nações do mundo dizem a Israel: “Vocês são ladrões, tendo conquistado as terras das sete nações [por força]”, [Israel] pode lhes dizer: “Toda a terra pertence ao Santo Abençoado; Ele a criou e a deu a quem ele quis. Por Sua vontade Ele deu [aos cananeus sete nações], e por Sua vontade a tomou deles e a deu para nós.”

Convencido?(!)

Mais comentários de Rashi aqui.



Jones F. Mendonça

A “LUA DE SANGUE”, O TALMUDE E O FIM DO MUNDO

Na madrugada de anteontem (14/15 abr) boa parte do mundo pôde contemplar a “lua de sangue”, fenômeno que irá se repetir ao longo de dois anos, formando uma tétrade que no atual ciclo coincide com os feriados judaicos da Páscoa e Tabernáculos (2014/15). 

Para alguns, trata-se apenas de mais um belíssimo fenômeno astronômico que pode ocasionalmente coincidir com festas judaicas simplesmente porque essas celebrações geralmente ocorrem em dias de lua cheia, quando também há eclipses (ver: Salmo 81,2-5; Sirácida 43,6). Para outros o aparecimento da lua escarlate sinaliza o fim dos tempos, como sugere este texto do Talmude:    
Nossos rabinos ensinaram: Quando o sol está em eclipse, é um mau presságio para os idólatras; quando a lua está em eclipse, é um mau presságio para Israel [...]. Se a sua face está vermelha como o sangue, a espada está chegando ao mundo (Talmude Soncino, Sucá 29a).

A “Lua de sangue” também aparece nos livros bíblicos do profeta Joel e do Apocalipse. 
“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia de Yahweh” (Joel 2,31);
“e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue” (Ap 6,12). 

Está com “medinho”?

Leia o trecho do Talmude aqui:



Jones F. Mendonça

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AS FESTAS JUDAICAS NO EVANGELHO DE JOÃO

"e era inverno" (Jo 10,22). Foto: YNet

Jo 5,1  Depois disso havia uma festa dos judeus; e Jesus subiu a Jerusalém (Pentecostes? Purim? Trombetas?).

Jo 6,4  Ora, a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima (mês de nisan=mar/abr).

Jo 7,2  Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos (mês de tishri=set/out).

Jo 10,22  Celebrava-se então em Jerusalém a festa da dedicação (Hanukkah). E era inverno (mês de kislev=nov/dez).

Jo 19,14  Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei (mês de nisan=mar/abr).

Mais sobre as festas judaicas aqui e aqui.



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

YHWH, ADONAI, ZEUS, DEUS E D’US: PICUINHAS SOBRE O NOME DIVINO

Alguém em sala de aula (acho que foi o Roberto) perguntou-me a respeito do motivo que levou os judeus e messiânicos a escreverem o nome de Deus substituindo o “e” por um apóstrofo: “D’us”. Minha resposta ao aluno curioso: “não tenho a mínima ideia”. Fui investigar.

A explicação mais comum, exposta em sites judaicos e messiânicos, é que a mudança tem como objetivo evitar a pronúncia do nome divino, tal como ordena o segundo mandamento. Será?

No hebraico o nome divino sem sinais vocálicos é YHWH (tetragrama sagrado). Com sinais vocálicos (inseridos a partir do século V d.C.) a palavra pode ser transliterada da seguinte forma: YeHWaH. Para não pronunciar o nome sagrado durante a leitura os judeus substituíam YeHWaH por Adonai (Senhor). Em suma: onde estava escrito YeHWaH, passaram a ler “Adonai”. Assim é feito até hoje.

Agora pense comigo: se a palavra latina “Deus” já consiste numa substituição do tetragrama sagrado (nas nossas Bíblias escolheram “Senhor”), por que cargas d’água seria preciso fazer nova modificação? Trocar “Deus” por “D’us” seria como trocar “Adonai” por “Ad’nai”. Abandonei os sites e fui para os livros em busca de uma resposta que fizesse mais sentido.

Rubén Luis Najmanovich, em seu livro “Maimônides” (Zahar, 2006, p. 17) explica que a grafia “D’us” foi criada pelo sábio judeu que dá nome ao seu livro (também conhecido como Rambam, séc XII d.C.). Ele teria evitado “Deus” porque a palavra é derivada de “Zeus”, divindade adorada pelos gregos na antiguidade. A solução encontrada: “D’us”. Faz mais sentido. Mas será verdade?

Bem, se Maimônides tivesse escrito em latim a explicação seria perfeita. Isso porque tanto em latim como em português a grafia é a mesma: “Deus”. Mas há um problema com essa explicação. Até onde sei Maimônides escreveu em árabe (como seu famoso “Guia dos perplexos”). Só mais tarde suas obras foram traduzidas para o hebraico, grego e o latim.

Fiz uma busca no Google na esperança de encontrar algum site mantido pelo autor do livro ou qualquer outro canal de comunicação que me permitisse perguntar a respeito da fonte que deu origem a essa explicação. Não obtive sucesso. Consultei outros livros sobre Maimônides (até em outros idiomas). Nada!

Ao que parece o uso da forma “D’us” não faz lá muito sentido mesmo. 


Jones F. Mendonça


quinta-feira, 16 de maio de 2013

GEZA VERMES NO JEWISH DAILY FORWARD

Breve biografia do estudioso bíblico húngaro Geza Vermes (falecido em 08/05/13)  aqui

Para o estudioso judeu, Jesus foi  uma "pessoa totalmente judaica, com idéias totalmente judaicas, cuja religião era totalmente judaica e cuja cultura, objetivos e  aspirações poderiam ser entendidas apenas no âmbito do judaísmo”.



Jones F. Mendonça

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MORRE GEZA VERMES (1924-2013)

Acabo de saber da morte (câncer) de Geza Vermes pelo Blog Paleojudaica, mantido por Jim Davila. Vermes é uma autoridade notável nos Manuscritos do Mar Morto e uma das vozes mais importantes na investigação do Jesus histórico. Dentre os vários livros escritos pelo estudioso judeu de origem  húngara, estão: "Jesus e o Judaísmo", "O autêntico Evangelho de Jesus", "Jesus, o judeu" e "As várias faces de Jesus". 

Geza Vermes no Numinosum: aqui, aqui e aqui

Leia mais aqui 

Jones F. Mendonça 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

COISAS JUDAICAS

Ando interessado na literatura judaica: targum, midrash, mishná, textos halákhicos, litúrgicos, apócrifos, etc. Abaixo uma relação de sites que disponibilizam algum material sobre o assunto:

- Informações sobre Targuns: www.mb-soft.com
- Targuns do Pentateuco (Onkelos e Pseudo-Jonathan): Targum.info

- Targum de Isaías (Jonathan Ben Uziel): Google livros (em PDF);

Você consegue uma Tanak Peshita (siríaco) aqui

Um excelente livro sobre literatura judaica intertestamentária (espanhol): 

MARTÍNEZ, F. García; PÉREZ, G. Aranda. Literatura judía intertestamentaria. Estella: Editorial Verbo Divino, 1996.

Pelo que sei, não há edições do livro em português. Mas se você conhece o 4shared, vai achá-lo. 

Outros sites interessantes aqui, aquiaqui ,aqui e aqui

Jones F. Mendonça

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

MULHER É PRESA POR ORAR NO MURO DAS LAMENTAÇÕES

Ainda que na declaração de independência de Israel conste que "O Estado de Israel [...] vai defender a plena igualdade social e política de todos os cidadãos, sem distinção de raça, credo ou sexo", Anat Hofmann foi presa na semana passada por orar no Muro das lamentações. O protesto de Anat foi publicado no The Jewish Daily (22/10/2012):
Eles me arrastaram no chão por 15 metros; meus braços estão machucados. Eles me colocaram em uma cela sem cama, com três outros prisioneiros, incluindo uma prostituta e um ladrão de carros. Eles jogaram a comida através de uma pequena janela na porta. Eu deitei no chão coberta com meu talit.
O incidente mostra o poder que a comunidade judaica ortodoxa detém em Israel. Eu aplaudo, de pé, a atitude de Anat Horffman. 


Jones F. Mendonça

domingo, 26 de agosto de 2012

CADA QUAL TEM O "AIATOLÁ" QUE MERECE

É bem conhecida de todos a intolerância e o radicalismo dos aiatolás, mais altos dignatários na hierarquia xiita. A influência que tais líderes possuem no Irã é imensa. Ganhou ampla repercussão na mídia a restituição de Haydar Moslehi, demitido por Ahmadinejad, ao posto de ministro da inteligência, sob a ordem do atual aiatolá, Ali Khamenei

Em Israel a relação entre religião e política não é muito diferente. Na semana passada o Haaretz e o J Post divulgaram que o primeiro ministro de Israel, Benjamin Natanyahu, consultou o atual líder do partido Shas, Ovadia Yosef, sobre um possível ataque às bases nucleares do Irã. Yosef, para quem não se lembra, fez declarações polêmicas em outubro de 2010, afirmando, dentre outras coisas, que "os gentios nasceram apenas para servir os judeus". 

No Haaretz de hoje (26/ago/12), é possível ler novas declarações polêmicas feitas pelo líder do Shas. Desta vez ele convocou os judeus a  orarem pela aniquilação do Irã. Como se vê, tanto em Israel como no país persa, os líderes religiosos fundamentalistas deixam em evidência a influência que exercem nas decisões políticas tomadas por seus respectivos países. 

Ao lado do partido Shas, outros grupos fundamentalistas judaicos poder ser vistos entre os  colonos (caráter nacionalista), antigos partidos religiosos (como o Agudat Israel e o Degel Hatorá) e o movimento Habad. 


Jones F. Mendonça

domingo, 12 de agosto de 2012

MACABEU E MACABRO: HÁ RELAÇÃO?

Xilogravura medieval mostrando a "dança macabra" (The Jewish Daily).
O The Jewish Daily, jornal dedicado ao judaísmo, mantém uma coluna muito interessante escrita por Philologos. No final de julho deste ano o periódico publicou a matéria "Maccabees most Macabre" (29/07/12), discutindo uma possível relação entre a palavra "macabeu" (ver livro apócrifo/deuterocanônico de Macabeus) e a palavra "macabro". Seria o termo "macabro" uma corruptela de "macabeu"?

Leia em inglês aqui.
Tradução para o português feita pelo Google aqui


Jones F. Mendonça

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ISRAEL AOS OLHOS DO MUNDO

Uma pesquisa realizada pela BBC colocou Israel numa posição negativa próxima ao Irã e a Coreia do Norte. O amor ou ódio por Israel teve as seguintes motivações (conf. J Post 17/05/12):
As pessoas que viram Israel negativamente em todo o mundo citam a política externa do Estado judeu como o principal fator de influência em sua percepção, enquanto aqueles que vêem Israel positivamente citam a cultura e as tradições judaicas.
Achei bem interessantes as opiniões dos leitores do jornal (os mesmos que na semana passada aprovavam, numa enquete, a destruição da casa da família de palestinos condenados pela justiça). Não deixe de lê-las. Para alguns, não gostar da política de Israel é ser anti-semita. Pode?



Jones F. Mendonça

terça-feira, 15 de maio de 2012

NASCEU EM ISRAEL, TEM MÃE JUDIA, MAS LHE FOI NEGADA A CIDADANIA

Uzi Ornã nasceu em Israel e é filho de mãe judia. Após  retornar para Israel em 1948 declarou-se "sem religião". Agora ele quer ter sua cidadania israelense reconhecida, mas...
O Haifa District Court na terça-feira rejeitou um recurso apresentado pelo professor Uzi Ornã, que procurou forçar o Ministério do Interior de Israel a reconhecer sua cidadania baseada no fato de que ele nasceu em Israel, e não que é judeu.

Ornã, um lingüista e membro da Academia da Língua Hebraica, que também é o fundador da Liga contra a coerção religiosa em Israel, pediu ao Ministério do Interior em 2010 para reconhecê-lo como um israelense, não em razão de ser judeu, mas porque ele nasceu em Israel.
Continue lendo no Haaretz (15-05-12).  

Um pouco mais sobre a Lei do retorno aqui


Jones F. Mendonça