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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A LATRINA DE LAQUIS E AS REFORMAS DE EZEQUIAS

Foto: Daily Mail
Laquis, destruída em 701 a.C. pelos assírios e localizada no sopé de Judá, foi considerada a segunda cidade mais importante do Reino de Judá depois de Jerusalém. A descoberta do portão da cidade, neste ano, revelou vasos de armazenamento contendo a inscrição lmlk (=pertencente ao rei), um assento esculpido em pedra (FOTO) e um altar com as pontas (chifres) quebradas.

Sa’ar Ganor, líder das escavações, pensa que o lmlk seja uma referência ao rei Ezequias, governante que reinou em Judá no período da destruição do altar. Ele também acredita que os altares destruídos sejam os vestígios do projeto de reforma rei Ezequias, marcado pela tentativa de centralizar o culto em Jerusalém e abolir altares construídos fora da cidade santa (veja 2 Reis 18, 4). Na opinião de Ganor, até o assento de pedra confirma o relato das Escrituras.

O arqueólogo acredita que o assento (que tem um furo no centro) seja uma latrina, colocada no local possivelmente com a intenção de profanar o templo de Baal, tal como descrito em 2Rs 10,27: “Derrubaram a estela de Baal, demoliram também o templo de Baal e no lugar dele fizeram umas latrinas, o que permanece até hoje”. Uma vez que os testes de laboratório indicaram que o banheiro de pedra jamais foi usado, Ganor concluiu que a colocação do objeto no local de culto foi simbólica.

A descoberta ainda promete render uma boa discussão. Alguns pontos importantes sobre Laquis, Ezequias e a invasão assíria: 1. Embora o nome “Ezequias” não apareça ao lado do lmlk (=pertencente ao rei...) impresso nos jarros, seu nome surge nos anais de Senaqueribe; 2. A destruição de Laquis pelos babilônios (cerca de um século após Ezequias) está muito bem documentada nas cartas de Laquis encontradas nos destroços queimados do portão da cidade, e no grande relevo mural encontrado no palácio de Senaquerib, em Nínive; 3. Não ficou claro para mim se há consenso a respeito da natureza do objeto de pedra. É de fato uma latrina? Os testes de laboratório são confiáveis?; 4. O texto de Reis não identifica o local do santuário de Baal demolido por Ezequias (Era mesmo Laquis? O costume de colocar latrinas em templos profanados era comum naquele período/região?).

Leia mais no Bible History Daily e no Mail Online:


Jones F. Mendonça

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MONTANHA: LUGAR DE REFÚGIO

Foto: Haaretz
De acordo com Flávio Josefo, por ocasião da primeira grande revolta judaica (66-70 d.C.) muitos judeus fugiram para as montanhas da Galileia a fim de escapar das tropas romanas. (A Guerra dos Judeus, II, 572-576). O Haaretz publicou uma excelente matéria sobre o assunto anunciando descobertas que parecem confirmar o testemunho de Josefo. Nos evangelhos, a montanha como lugar de refúgio aparece em Mt 24,16: “então, os que estiverem na Judéia fujam para as montanhas”.



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 21 de julho de 2016

BETÂNIA, PARA ALÉM DO JORDÃO


Cristãos bizantinos acreditam que este é o local onde Jesus foi batizado por João Batista: “Betânia, do outro lado do Jordão, onde João batizava” (Jo 1,28).  Escavações feitas a partir de 1996 descobriram mais de 20 igrejas, cavernas e piscinas batismais que datam do período romano. A área, conhecida como Wadi Kharrar, fica na Jordânia.

Veja mais fotos aqui


Jones F. Mendonça

segunda-feira, 11 de julho de 2016

CEMITÉRIO FILISTEU DESCOBERTO EM ASHKELON

Matéria publicada no Haaretz (10/07/16), por  Philippe Bohstrom:

“Um enorme cemitério filisteu de cerca de 3000 anos de idade foi encontrado no porto mediterrâneo de Ashkelon. O modo como os corpos foram enterrados prova, pela primeira vez, que os filisteus vieram da região do Mar Egeu, e que tinham laços muito estreitos com o mundo fenício”.

Leia mais aqui.



Jones F. Mendonça

quarta-feira, 29 de junho de 2016

JUDEUS NA FORTALEZA DE HERODES

Após a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., um grupo de judeus (sicários com suas famílias), aquartelou-se nesta fortaleza (Massada), na margem ocidental do Mar Morto (ao fundo). Após construírem uma enorme rampa (em destaque), os romanos tomaram a fortaleza e puseram fim à resistência judaica. No sopé da fortaleza ainda há vestígios do acampamento romano.

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Jones F. Mendonça

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O COLAPSO NO MEDITERRÂNEO E OS FILISTEUS

Desenho de Emmanuel Rouge feito a partir de um mural no templo
mortuário de Ramsés III

A combinação de uma série de fatores, tais como pragas, terremotos e mudanças climáticas resultou no colapso das civilizações do século XII a.C. que se desenvolveram ao norte e ao leste do Mediterrâneo. Um outro fator foi a invasão dos chamados “povos do mar”, dentre os quais os filisteus, frequentemente citados na Bíblia. No túmulo do faraó Ramsés III foi gravado um dramático registro da chegada dos invasores:  
Os setentrionais em suas ilhas estavam em dificuldade e se moveram em massa, todos ao mesmo tempo. Ninguém resistiu perante eles [...]. A força deles era constituída de filisteus, de Zeker, de Shekelesh, de Danuna e de Weshesh, países que se uniram para pôr a mão no Egito, até o último confim. Os ânimos deles eram de confiança, cheios de projetos (BREASTED, J. H. Ancients records of Egypt, IV 64 = ANET, p. 262).
Mas de onde vieram os filisteus? A teoria mais difundida ligava esse povo às ilhas do mar Egeu. Mas recentes descobertas apontam em outra direção: o sul da Anatólia (atual Turquia). Leia no Haaretz.



Jones F. Mendonça

O COLAPSO NO MEDITERRÂNEO E AS ORIGENS DE ISRAEL

Perto do fim do século XIII a.C. grandes civilizações localizadas entre o mar Egeu e o Oriente Próximo entraram em colapso. A arqueologia confirma a destruição de cidades na Grécia, Turquia, Síria, Líbano e Egito (veja no mapa). Coincidência ou não, a origem de Israel está situada neste período, como parece confirmar registro feito na Estela de Merneptah (1208 a.C.), primeira referência a um povo chamado Israel.

Você pode ler sobre o assunto adquirindo o livro “Para além da Bíblia”, do assiriólogo Mário Liverani, ou de forma gratuita, acessando este artigo publicado no Bible History Daily.

Mapa: Bible History Daily



Jones F. Mendonça

quarta-feira, 1 de junho de 2016

NOS SUBTERRÂNEOS DE JERUSALÉM

Os subterrâneos de Jerusalém numa matéria do Haaretz recheada de fotos em alta resolução, vídeos e informações. Destaque para o túnel de Ezequias (ou de Siloé) e para a caverna de Zedequias. Imperdível para quem se interessa pela história de Jerusalém.

Leia aqui.



Jones F. Mendonça

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ECBÁTANA NOS MONTES ZAGROS


Incrustada nos montes Zagros (Irã, antiga Pérsia) está Hamadan (antiga Ecbátana), citada no livro bíblico de Esd 6,2:
O rei Dario mandou então fazer uma pesquisa nos arquivos da Babilônia, onde se guardavam os tesouros. Encontrou-se um rolo na cidadela de Ecbatana, na província da Média.
Veja no Google Maps.



Jones F. Mendonça

O "PORTÃO DOS INFERNOS" AINDA ESTÁ DE PÉ (AINDA BEM)

Vários jornais estão anunciando a destruição de um dos 15 portões da antiga Nínive (moderna Mossul) pelo estado Islâmico: o portão de Mashqi. Mas as fotos mostram, de forma equivocada, o magnífico portão de Nergal, deus dos infernos, guardado por um imponente Lamassu. É o "copia e cola" do jornalismo...

Veja os 15 portões de Nínive aqui:



Jones F. Mendonça

terça-feira, 29 de março de 2016

A FALHA SIRO-AFRICANA [GEOGRAFIA BÍBLICA]

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A imagem mostra o norte da África (destaque para o Egito) e a costa oriental do Mediterrâneo (Israel/Cisjordânia, Líbano, Síria, Turquia). Repare na grande fenda (a falha siro-africana, a região mais baixa do planeta) que vai do sopé do Hermon ao Mar Vermelho, causada pelo encontro entre duas placas tectônicas, a arábica e a africana.

Do norte para o sul: Monte Hermon, Mar da Galileia, Rio Jordão, Mar Morto e os Golfo de Áqaba (à direita) e de Suez (à esquerda). Entre os dois golfos do Mar Vermelho está o deserto do Sinai (o monte Sinai fica mais ao sul, por isso não aparece na imagem).



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 24 de março de 2016

JERUSALÉM, POR EDWARD LEAR

Jerusalém otomana observada a partir do Monte das Oliveiras numa das telas de Edward Lear (século XIX). Entre o monte e a cidade, o vale de Cedron: 

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Jones F. Mendonça

sexta-feira, 18 de março de 2016

JERUSALÉM, AL QUDS

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Consegui este ângulo da cúpula da Rocha em alta resolução num jornal árabe (alquds = nome persa para a cidade de Jerusalém).

Em destaque a Cúpula da Rocha, templo muçulmano construído no final do século VII nas ruínas do famoso templo de Herodes.

Ao fundo, no Monte das Oliveiras, uma belíssima igreja ortodoxa russa com cúpulas igualmente douradas. À sua direita (vista do observador) um cemitério judaico.



Jones F. Mendonça

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

UR DOS SUMÉRIOS, UR DOS CALDEUS

1) Ruínas, às margens do Eufrates, Iraque; 
2) Ilustração (por Balage Balogh) representando a cidade tal como era com base em suas ruínas. Destaque para o Zigurate, dedicado ao deus Nin-Gal e Nannar (deus e deusa associados à lua).





Jones F. Mendonça

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O FÉRTIL CRESCENTE [GEOGRAFIA BÍBLICA]


Com a ajuda do fantástico Google Earth Pro, do editor de vídeo Format Factory e da música de Ensemble Peregrina, finalmente consegui concluir o vídeo para a aula de terça. Ufa!


Jones F. Mendonça

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

GEOGRAFIA EM ATOS [MITILENE E ASSOS]

Ao fundo a cidade de Mitilene (na ilha grega de Lesbos) a partir de Assos (na atual Turquia), conforme At 20,14:
Quando [Paulo] nos alcançou em Assos, recolhemo-lo a bordo e prosseguimos para Mitilene.




Jones F. Mendonça

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

AINDA TIBERÍADES [GEOGRAFIA BÍBLICA]

Tiberíades, capital da Galileia a partir de 20 d.C., sede do governo de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia na época da crucificação de Jesus. O lago à esquerda é o Mar da Galileia (ou lago de Tiberíades, ou lago de Genazaré). A foto contempla o sul do lago.



Jones F. Mendonça

quinta-feira, 18 de junho de 2015

DE JERICÓ A JERUSALÉM

Na parábola do Bom Samaritano o homem que cai nas mãos dos salteadores "descia de Jerusalém para Jericó" (Lc 10,30). O que talvez você saiba é que essa descida corresponde a cerca de 1.000 metros, num percurso de aproximadamente 25 km. Que tal acompanhar essa pequena viagem pela câmera de um avião não tripulado? O vídeo tem a duração de 11 minutos (infelizmente é narrado em inglês). Tomei conhecimento do vídeo pelo Bible Places Blog.