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quarta-feira, 14 de março de 2012

CHEGA AO FIM PROCESSO ENVOLVENDO O "TÚMULO DO IRMÃO DE JESUS"

Oded Golam, acusado de falsificar um túmulo com a inscrição "Tiago, irmão de Jesus", foi finalmente absolvido pelo juiz Ahron Farkash, num tribunal de Jerusalém (Haaretz - 14/03/2012). No entendimento do juiz os especialistas contratados pelo procurador do Estado não foram capazes de provar que o artefato é uma falsificação. 

É importante frisar que a decisão judicial diz respeito apenas a autenticidade do documento (ainda assim, questionável). Se o "Tiago" e o "Jesus" citados na inscrição são o "Jesus" e o "Tiago" dos Evangelhos é outra história. 


Jones F. Mendonça

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ISTO É UM PEIXE?

A imprensa mundial tem noticiado a descoberta de um túmulo dos primeiros discípulos de Jesus, datado para a década de 70 do primeiro século. A suposta imagem de um peixe (de Jonas) aparece na maioria dos artigos como sendo uma indicação de um túmulo cristão primitivo (o sinal de Jonas seria a ressurreição). 

Acompanho há alguns anos as descobertas arqueológicas que supostamente provam ou invalidam alguns dos dogmas judaico-cristãos e aprendi a desconfiar (mente-se ou para ganhar dinheiro e/ou para conquistar fiéis). Algumas dúvidas que me inquietam: 
  • A datação está correta (70 d.C.)?, 
  • A figura é mesmo de uma grande peixe?
  • A tradução das palavras gregas e hebraicas está correta?
  • Fariseus e essênios também criam na ressurreição. Se a inscrição feita no túmulo fala mesmo de ressurreição, como se tem afirmado, o que os faz pensar que se trata de um túmulo cristão?
O mais sensato é aguardar. 

Um peixe ou um vaso? (foto: Bibleplaces)


Um peixe ou um túmulo? (foto: Blog Asor)
Jones F. Mendonça

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

DESCOBERTO O TÚMULO DE JONAS [SENSACIOALISMO MIDIÁTICO]

A Israel Antiquities Authority divulgou a descoberta de uma fortaleza em Ashdod datada para o século VII ou VIII. Até aí tudo bem, a descoberta de construções tão antigas merece a atenção de quem se interessa pela arqueologia nas chamadas "terras bíblicas". O problema é que a mídia tem noticiado a descoberta do túmulo do profeta Jonas. Isso porque a tradição diz que Jonas foi enterrado lá (??!!).

Em breve vai surgir o mais novo mito gospel: "Jonas é um personagem histórico, inclusive já descobriram seu túmulo. O mais impressionante é que ao lado dos seus restos mortais foram encontrados vários ossos de baleia. Deus certamente os colocou lá para mostrar seu poder!". 

Você duvida?


Jones F. Mendonça

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A ARQUEOLOGIA A SERVIÇO DA FÉ... E DA FALTA DE FÉ

Uma arqueologia a serviço da fé funciona assim: Um arqueólogo amador encontra um cajado no Sinai. Conclusão: é uma prova do êxodo, afinal a Bíblia diz que o patriarca tinha um cajado. Caso o tal arqueólogo ache a roda de uma biga no fundo do Mar Vermelho o êxodo passará a ser defendido como um fato histórico digno de constar nos livros escolares.

No porão de um museu do Egito há uma estela empoeirada. Nela está escrito que o Egito foi assolado por uma tempestade e que as trevas cobriram a terra. Também diz que um povo foi expulso de lá no século XVI. Conclusão: a estela está falando das 10 pragas narradas no livro do Êxodo. O povo expulso, diz o “estudioso” (o nome do tal “estudioso nunca é citado), são os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó.  

Abuse de efeitos especiais. Diga que especialistas renomados (a palavra “renomados” é muito importante) atestaram a veracidade do achado arqueológico. Afirme categoricamente que os documentos estão sendo mostrados pela primeira vez e que até então ninguém tinha prestado atenção neles.

Está feito: Seu “documentário” arrecadará rios de dinheiro.

Você também pode ganhar uma boa grana fazendo o inverso. Atraia os céticos. Diga que achou o túmulo de Jesus. Produza um documentário sobre o assunto. Os ateus vão adorar. Cristãos vão comprá-lo para que seja refutado nas igrejas. Assim você ganha dos dois lados.


Jones F. Mendonça

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

NOVAS IMAGENS DAS ESCAVAÇÕES EM KUTTAMUWA

Imagem: Khirbet Qeiyafa Archaeologic Project

O site da Biblical Archaeology Review divulgou a publicação de novas imagens (também aqui) das escavações na fortaleza de Kuttamuwa, em Khirbet Qeiyafa, 30Km a sudoeste de Jerusalém. De acordo com a Bíblia, foi nessa região que Davi travou seu famoso embate com o gigante Golias. A descoberta parece derrubar a teoria dos minimalistas, que defendem a não existência de cidades fortificadas em Judá no século X a.C., fazendo de Davi um mero líder tribal (leia o argumento de um minimalista questionando os métodos de datação da fortificação aqui). 

Leia mais sobre o assunto no Numinosum aquiaqui, aqui, aqui e finalmente aqui

Discussões técnicas a respeito dos métodos de datação aqui e aqui


Jones F. Mendonça

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

IRÃ X EUA, NOVOS CONFLITOS

A revista Archaeology edição 65, Jan/Fev 2012, traz uma matéria sobre a disputa judicial envolvendo dezenas de milhares de tabuinhas de barro descobertas em Persépolis, Irã, na década de 30 e levadas para Chicago, nos Estados Unidos. Os fragmentos foram datados para o século V a.C. Segue trecho da matéria:

Temendo a perda do arquivo, a universidade [de Chicago] passou a digitalizar, em ritmo acelerado, milhares de imagens das tabuinhas, que registram as contas do dia-a-dia do império durante o reinado de Dario, o Grande (521-486 a.C.) e incluem registros de pessoas que viajaram em nome do rei, listas de rações dos trabalhadores, e anotações a respeito das oferendas feitas aos deuses.

No ano passado  um importante documento persa, o cilindro de Ciro, foi objeto de disputa entre o British Museum e o governo iraniano.  O museu de Londres emprestou o artefato ao Irã, que  adiou por diversas vezes sua devolução. Só no início do ano passado o cilindro de 2,5 mil anos foi reincorporado à coleção do museu britânico

Jones F. Mendonça

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AINDA O MINIMALISMO BÍBLICO...

Anunciei aqui um artigo publicado na Biblical Archaelogy Review (BAR) tratando sobre a suposta morte do minimalismo bíblico (se você não sabe o que é o minimalismo bíblico, clique aqui).   O artigo foi escrito por Yosef Ganfinkel,  professor de arqueologia pré-histórica e arqueologia da época bíblica na Universidade Hebraica de Jerusalém.

O site The Bible and Interpretation deste mês publicou um novo artigo sobre o assunto. Ele é assinado por Philip Davies, da Universidade de Sheffield, Inglaterra. Para Davies o professor Ganfinkel está redondamente enganado.  Caso queira ler seus argumentos (já raduzidos pelo Google), clique aqui

Jones F. Mendonça

terça-feira, 23 de agosto de 2011

JERUSALÉM EM IMAX 3D


Jerusalem | Filmed in Imax 3D from JerusalemGiantScreen on Vimeo.

Fiquei sem visitar o Blog do Aren Maeir por um bom tempo. Quando resolvo navegar por aquelas águas, eis que me deparo com este belo vídeo. A fortaleza de Massada é ou não uma das mais belas construções que você já viu?

UMA MURALHA, MUITAS CONTROVÉRSIAS

Hershel Shanks
No início de 2010 foi amplamente divulgado pela imprensa a descoberta de uma muralha em Jerusalém atribuída ao palácio do rei Davi (mas a descoberta é de 2005). A arqueóloga responsável pela descoberta é israelense Eilat Mazar, neta de Benjamin Mazar, outro famoso arqueólogo. Ambos são conhecidos por escavarem com uma pá numa mão e a Bíblia na outra. O método é muito criticado por arqueólogos como Israel Finkelstein. Para ele a muralha deve ser datada para um período mais recente, talvez o período  da dinastia de Omri, no século IX. A teoria de Mazar ganhou peso após a descoberta de uma cidade judaica no vale de Elah, a trinta quilômetros de Jerusalém por Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica. A cidade foi datada para século X, época do reinado de Davi. Não menos importante foi a descoberta de Thomas Levy, da Universidade da Califórnia. Ele encontrou uma mina de cobre em Khirbat en Nahas, na Jordânia e o sítio também foi datado para o século X. Mas engana-se quem pensa que a questão está perto do fim. A datação desses dois sítios também tem sido questionada. 

Hershel Shanks, editor da Biblical Archaeology Review, escreveu sobre o assunto na Bar Magazine (set/out/2011). Se você é um daqueles que não acredita facilmente em machetes de jornais ou em Blogs evangélicos sensacionalistas, não deixe de dar uma lida. 

Leia aqui (em português traduzido pelo Google).
Leia aqui (em inglês). 


Jones F. Mendonça

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

BIBLE HISTORY DAILY [NOVO SITE]

A Sociedade de Arqueologia Bíblica está anunciando um novo site: Bible History Daily . Recebi hoje uma senha de acesso para me logar ao site e uma revista gratuita em PDF: "Ten top biblical Archaeology Discoveries" (148 páginas, em inglês). Os temas que mais me chamaram a atenção foram estes:
1. A Biblioteca de Nag Hammad: Códices de Nag Hammadi lançam uma nova luz sobre a história cristã primitiva;
2. O templo de Ayn Dara: o paralelo mais próximo ao templo de Solomão;
3. A Estela de Tel Dan; 
4. O Senhor e sua Asherah: Será que o Yahweh tinha um consorte?

5.  A piscina de Siloé: o local onde Jesus curou um homem cego.
Dos cinco temas acima destaque para o segundo tópico "O templo de Ayn Dara". Venho lendo há algum tempo sobre esta magnífica construção síria que carrega semelhanças notáveis com o templo de Salomão. A próbria Bíblia afirma que Salomão importou artesãos fenícios para a confecção do templo em Jerusalém. A matéria é ilustrada. Se você não quer ter o trabalho de se cadastrar no site e esperar até ser atendido, poste um comentário ou me mande um e-mail que eu lhe envio a revista. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

DESENTERRAR O TEMPLO DE SALOMÃO É UMA QUESTÃO DE TEMPO, DIZ MAZAR

A proeminente arqueóloga israelense Eilat Mazar está otimista. Ela espera em breve poder desenterrar as antigas ruínas do templo de Salomão, atualmente ocultas sob a mesquita de Al Aqsa, no monte do templo em Jerusalém. Mas há dois problemas. O primeiro é que não há consenso sobre a localização do primeiro templo (alguns duvidam até mesmo que Salomão tenha construído algum templo). O segundo problema é que a administração da mesquita não permite escavações no local. É esperar para ver. 

Leia a estrevista que Mazar concedeu ao Word Net Daily (05-6-11) aqui (tradução do Google)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE ISRAEL, JORDÂNIA, TURQUIA E GRÉCIA

Que tal explorar alguns dos sítios arqueológicos mais importantes de Israel, Jordânia, Turquia e Grécia on line, com muitas fotos e informações detalhadas? Se quer fazer isso, clique aqui

Quando você entrar no site vai aparecer um mapa Israel/Jordânia em tamanho grande e um pequeno mapa Turquia/Grécia (onde está escrito Legacy sites: laranja/lilás). Clique no mapa desejado e quando ele surgir clique duas vezes no pequeno círculo que indica a cidade que hospeda o sítio (p. ex. Jerusalém). Bem, o resultado é um mundo de fotos e informações. Boa pesquisa!

sábado, 23 de abril de 2011

A MORTE DO MINIMALISMO BÍBLICO FOI DECRETADA?

A BAR (Biblical Archaeology Review) de mai/jun 2011 publicou um artigo intitulado “The Birth & Death of Biblical Minimalism” (o nascimento e a morte do minimalismo bíblico), escrito pelo professor de arqueologia pré-histórica e arqueologia da época bíblica na Universidade Hebraica de Jerusalém, Yosef Garfinkel. Segue trecho do artigo (tradução do Numinosum):
O argumento de que Judá era uma sociedade agrária até o final do século X a.C. e que Davi e Salomão não poderiam ter governado um reino centralizado e institucionalizado antes disso já foi explodido em pedaços por nossas escavações em Kuttamuwa, onde temos estado em o campo nos últimos quatro verões.
O debate entre minimalistas e maximalistas tem sido marcado por muitas controvérsias. Nessa disputa entram questões religiosas, políticas, acadêmicas e até mesmo a vaidade pessoal. É preciso acompanhar a discussão com muito cuidado.

Leia a matéria completa aqui

Versão traduzida pelo Google aqui.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MANUSCRITOS DE CHUMBO DESCOBERTOS NA JORDÂNIA

Foto: Mail Online. Clique para ampliar.
Incomuns manuscritos de chumbo descobertos na Jordânia tem dado o que falar. Jim Davila parece cético. Todd Bolen está otimista, mas é um otimismo cauteloso. Fotos em alta resolução dos achados aqui aqui

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

EVIDÊNCIAS DE UM TEMPLO SAMARITANO NO MONTE GERIZIM E A ORIGEM DO ALFABETO

 
A edição de nov/dez/2010 da  Biblical Archaeology Review (BAR) publicou uma matéria sobre as evidências de um templo samaritano no monte Gerizim. A BAR de mar/abr deste ano apresenta uma descrição detalhada das evidências. 

Leia aqui

Outro artigo interessante da BAR discute a origem do primeiro alfabeto. Ele teria sido inventado por mineiros analfabetos que trabalhavam nas minas de turqueza de Serabit el-Khadem, na península do Sinai (como defende Orly Goldwasser, professor de Egiptologia da Universidade Hebraica de Jerusalém) ou por semitas altamente sofisticados do noroeste (como defende Anson Rainey, professor emérito do antigo Oriente Próximo culturas e línguas semíticas da Universidade de Tel Aviv)?

Acompanhe a discussão aqui

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E-BOOKS GRATUITOS SOBRE ANTIGAS CIVILIZAÇÕES

O projeto Gutemberg e o Internet Archive disponibilizaram gratuitamente duas grandes obras que certamente despertarão o interesse que quem gosta de estudar as antigas civilizações do Fértil Crescente. Revendo antigos e-books baixados há alguns anos me dei conta que seria interessante compartilhar com os leitores as duas obras abaixo:

MASPERO, G.  History of Egypt, Chaldea, Syria, Babylonia, and Assyria - Volume I, II and III. Translated by M. L. McClure. London: the Grolier Society Publishers.


 

Download no Projeto Gutemberg (HTML)

Download no Internet Archive (PDF)

 

RAWLINSON George. The seven great monarchies of the ancient eastern world; or, the history, geography, and antiquities of Chaldaea, Assyria Babylon, Media, Persia, Parthia, and Sassanian, or new Persian empire – Vol. I – IX. New York: J. W. Lovell Company, 1880.


Download no Projeto Gutemberg (HTML)

Download no Internet Archive (PDF)


A vantagem em baixar no formato HTML é que você pode traduzir toda a obra com a ajuda do Chrome (navegador do Google). 

Veja algumas ilustrações do livro de Rawlinson neste antigo post do Numinosum (ago/2009).


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AS ESCAVAÇÕES EM KHIRBAT EN-NAHAS E A EXISTÊNCIA DE UM REINO SALOMÔNICO NO SÉCULO X a.C.

Foto: Earth Observatory (NASA)
Escavações no sul da Jordânia reacendem discussão sobre a  existência de um reino salomônico no século X a.C. A notícia é do San Diego News Room (A tradução é do Numinosum):
La Jolla - A existência do rei Salomão tem sido um tema de debate e de intrigas para inúmeros caçadores de tesouros e investigadores. Um antropólogo da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) descobriu indícios de que o antigo reino [...] como descrito na Bíblia hebraica (Antigo Testamento) pode muito bem ter existido.
Thomas Levy, professor de antropologia da UCSD e estudos judaicos, foi pioneiro em três escavações [...] em uma área chamada Khirbat en-Nahas, localizado no sul da Jordânia, atraindo a atenção da NOVA/National Geographic Television, que enviou uma equipe à Jordânia no ano passado.  As descobertas de Levy serão apresentadas no documentário, “NOVA: Busca pelas Minas de Salomão”, que estréia nesta terça-feira, 23 novembro, às 8:00 em PBS.
É muito importante o que Levy diz no final da matéria:
“Nós não temos prova de que encontramos as minas de Salomão, mas o que temos é a prova de que havia reinos no século 10.” 
Arqueólogos da escola de Israel Finkelstein afirmam que no século 10 não havia sociedades capazes de criar um reino, por isso o trabalho de Levy tem chamado tanto a atenção. Vamos aguardar os resultados das escavações. 

Até a Nasa está participando do projeto, como você vê aqui.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DAVI E SALOMÃO: REIS OU LÍDERES TRIBAIS?

A National Geographic de dezembro (edição em inglês) traz à tona a antiga polêmica a respeito da existência ou não de um império davídico. Os dois principais personagens dessa disputa são os arqueólogos israelenses Eilat Mazar e Israel Finkelstein. A primeira, neta do famoso arqueólogo Benjamim Mazar, defende a existência de uma cidade fortificada em Jerusalém no século X a.C., sede do governo de Davi. Mazar acredita que os relatos bíblicos são históricos e devem ser levados em conta na busca pela reconstrução do passado de Israel.

O segundo, professor de arqueologia de Israel na idade do bronze e do ferro na Universidade de Tell Aviv, sustenta que o que a Bíblia descreve como um império poderoso na época de Davi e Salomão na verdade não passou de uma aldeia ou centro tribal. Quando olha para as ruínas que Mazar supõe serem do antigo palácio de Davi,  Finkelstein dispara: “é claro que não o palácio de Davi”. Na sua opinião há sim um fundo de verdade nos relatos bíblicos, mas ele considera que as pessoas que escreveram o Antigo Testamento moldaram a história de acordo com suas convicções político-religiosas.

Para ler a matéria completa, já traduzida pelo Google, clique aqui.

Para ler mais sobre o assunto aqui no Numinosum, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ANJOS E DEMÔNIOS: A MAGIA JUDAICA ATRAVÉS DOS SÉCULOS


Tigela de encantamento adjurando o anjo Sarfiel para que dois demônios sejam exorcizados da casa de Kafnay filho de Imma e sua esposa, filha Immay de Anay.
O Museu de Terras da Bíblia, em Jerusalém, está fazendo uma exposição de amuletos mágicos utilizados pelo judaísmo ao longo dos séculos. A exposição, iniciada em 05-05-2010, examina as origens e o desenvolvimento da magia no judaísmo desde a época do Primeiro Templo até os dias atuais, centrando-se em crenças, costumes e, sobretudo, na utilização prática de objetos mágicos na vida judaica diária.

O site explica que apesar da magia negra ser proibida no judaísmo (cf. Ex 22,17; Dt 18,10-11), a magia branca, utilizada para combater os “poderes das trevas”, era amplamente utilizada entre os judeus, como mostram os escritos rabínicos preservados. Mas quem observar a exposição vai notar objetos cujo uso estava associado à magia negra, como, por exemplo, uma espécie de boneca de vodu utilizada em práticas de magia erótica.

Para visitar a exposição on-line e conhecer alguns dos curiosos amuletos mágicos utilizados pelos judeus, clique aqui (em inglês) ou aqui (em português traduzido pelo Google).

Para fazer um tour virtual no museu, clique aqui.

Um vídeo apresentando a exposição foi divulgado pelo programa Bom dia Brasil em 29-07-10. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PESQUISADORES DA UNIVERSIDADE DE CAMBRIDGE RESSUSCITAM A VOCALIZAÇÃO DO ACADIANO

Por Jones Mendonça

O acadiano era a língua falada na antiga Babilônia e substituiu o sumeriano. O nome da língua deriva da cidade de Acádia, um dos principais centros da civilização mesopotâmica. O acadiano utilizava a escrita cuneiforme, derivada do antigo sumério, uma língua isolada sem qualquer parentesco conhecido. O registro mais antigo em acadiano foi encontrado em Jerusalém em julho de 2010.

A Universidade de Cambridge disponibilizou on line arquivos de áudio em acadiano de alguns dos mais antigos relatos feitos por escrito pelo homem. As leituras incluem algumas versões da  Epopéia de Gilgamesh (relato do dilúvio mesopotâmico), o poema babilônico do justo sofredor (o Jó mesopotâmico), o Enuma Elish (épico babilônico da criação) e a descida de Ishtar ao mundo subterrâneo.   

Para ouvir os relatos em acadiano e lê-los em inglês e acadiano transliterado clique aqui.

Imagem:
Capa do livro: “The epic of Gilgamesh” (O épico de Gilgamesh), por Maureen Gallery Kovacs.