terça-feira, 28 de julho de 2009

O EVANGELHO DA “PORTA DA RUA”.

Bom, vou publicar hoje um texto que reflete a indignação do meu amigo e irmão Felippe Patrício diante do que eu chamaria de “espiritualidade do porrete”.

Por Felippe Patrício

Certa vez eu estava em uma reunião religiosa quando me deparei com uma situação constrangedora. O líder religioso que dirigia essa reunião estava desafiando os fieis a uma entrega, a uma busca maior por Deus, até que ele chegou ao ápice da sua pregação dizendo:

Quem não estiver interessado em buscar mais a Deus, e se entregar, é melhor que não esteja aqui.

Apontando para a porta da rua continuava ele:

“A PORTA DA RUA É SERVENTIA DA CASA”.

Não me conformo com isso, e me questiono até que ponto, ou melhor, até quando esse evangelho de pressão vai adiantar? Amedrontar as pessoas ou expulsá-las da “casa de Deus” irá fazer com que um indivíduo se entregue verdadeiramente?

Jesus em sua mensagem ressaltou o amor incondicional sem exclusão. Ele amou a todos, ricos, pobres, viúvas, leprosos, prostitutas e pescadores.

Temos que questionar e não fechar os olhos para esse tipo de evangelho. Somente através da compreensão da Graça de Deus iremos nos libertar. Só assim viveremos um cristianismo autêntico que manifeste o amor do Pai.


FONTE: Arte de pensar.